Um dos dias da viagem à Madrid foi dedicado a uma visita ao Mosteiro e Sítio de El Escorial, localizado na cidade de San Lorenzo de El Escorial, um lugar lindíssimo considerado Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1984. Foi construído a mando de Filipe II, da Espanha, para
servir como mausoléu (local de enterro dos restos mortais) de seus pais (Carlos I e
Isabel de Portugal) e sucessores.
Acordamos bem cedo e fomos à estação Atocha para pegar um trem (Renfe) em direção a El Escorial. A cidade fica a 50 km de distância de Madrid (cerca de 1 hora), por isso, é considerada uma viagem de curta distância (cercanias de Madrid). Chegando ao nosso destino, subimos até o palácio pelo caminho mais longo (cerca de 15 minutos subindo uma ladeira considerável), já que havia nevado durante a noite e as ruas estavam muito escorregadias. O palácio é lindíssimo, com uma arquitetura bastante simples, mas clássica.
Algumas seções se destacam em El Escorial: Biblioteca, conhecida como The Regia Laurentina, é uma das bibliotecas históricas mais importantes do mundo, com cerca de 45.000 trabalhos dos séculos XV e XVI; Panteão dos Reis,
local de enterro dos reis espanhóis, com sepulcros em mármore. O
palácio foi decorado com obras de importantes artistas da época
(Tiziano, El Bosco, El Grecco e Velázquez).
Para ter mais informações sobre o Mosteiro e Sítio de El Escorial: Wikipedia.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Madrid
As cidades espanholas refletem a cultura de seu povo, muito expansivo e apaixonado. Como a Espanha é um país barato e a vida noturna em Madrid é muito agitada, aproveite para curtir a noite em bares bebendo muito vinho e comendo jámon de ótima qualidade (apesar de eu preferir o italiano presunto de Parma, mais encorpado). Se o dinheiro estiver apertado, compre pães, queijos, jámon e vinho em qualquer mercado e faça um jantar especial no quarto do hotel. Os mercados oferecem uma variedade muito grande de vinhos espanhóis a preços muito convidativos (vinhos bons por EUR 5). Durante o almoço, desfrute-se com uma tradicional paella.
Como em qualquer cidade grande, Madrid é bem segura, mas não se esqueça de proteger bem seus pertences, principalmente nos barzinhos (nunca deixe a bolsa no chão ou solta na cadeira).
No geral, os espanhóis entendem bem inglês, principalmente nos locais turísticos, mas para aproveitar ao máximo sua viagem, sugiro fazer um intensivão de aulas de espanhol durante 6 meses antes da viagem. Com um espanhol básico é possível se comunicar melhor com os moradores e desfrutar o máximo da cultura espanhola.
A seguir, detalho o roteiro que realizei com meu marido na cidade de Madrid durante o inverno europeu de 2009.
Dia 1
No primeiro dia, viajamos de Lisboa a Madrid, em um vôo da EasyJet. Chegamos em Madrid depois do almoço e fomos de metrô do aeroporto até o hotel. O metrô de Madrid possui uma das maiores redes do mundo e é muito seguro e organizado. Após o check-in, visitamos as atrações turísticas próximas ao hotel, localizado no centro de Madrid.
Primeiro, visitamos a Puerta del Sol, praça mais tradicional de Madrid. Depois fomos à Plaza Mayor, praça acessível através dos pórticos dos edifícios que a rodeiam. A estátua que se encontra no meio da praça é de Filipe III, rei da Espanha e Portugal (lá conhecido como Filipe II). Logo após, fomos à Plaza de España, uma praça muito arborizada e com muitas esculturas que homenageiam o escritor Miguel de Cervantes.
Na volta, passamos na Chocolatería San Gines, um café especializado em "churros con chocolate", uma maravilha para quem gosta de chocolate amargo. O ambiente da San Gines é muito agradável e funciona 24 horas (ideal para visitar após a balada).
Dia 2
Na manhã do segundo dia, em Madrid, fomos surpreendidos com uma nevasca (notícias: 1, 2). Num primeiro momento imaginamos que estivesse chovendo, pois a neve era muito fina, mas ao olhar o telhado dos prédios vizinhos, vimos uma neve muito espessa. Apesar do frio e de não termos roupas adequadas (tive que comprar um casado para aguentar o frio), saímos super empolgados para ver a neve, com uma sombrinha à mão para não nos molharmos muito. Logo de cara vimos que a rua fica com uma camada de gelo (sim, a neve vai caindo no chão e formando um gelo super escorregadio) capaz de derrubar qualquer um, por isso, andávamos com cuidado.
Depois de andar alguns quarteirões, percebemos que a alegria da neve nos faria perder um dia da viagem, já que nossa velocidade era baixa (tínhamos que andar devagar para não escorregar na rua) e os transportes públicos (ônibus e metrô) estavam lotados, devido ao caos formado na cidade com a nevasca. Assim, decidimos visitar o Palácio Real de Madrid, ponto turístico mais próximo ao hotel. Ao chegar na rua ao lado do palácio, haviam muitas crianças e adultos fazendo bonecos de neve. Como não costuma nevar em Madrid, os espanhóis estavam aproveitando a neve com seus filhos.
Depois do almoço, o transporte público já estava regularizado e fomos visitar o estádio de futebol do Real Madri, Estádio Santiago Bernabéu, que será explorado pelo meu marido em um próximo post.
Palácio Real de Madrid
O palácio é a residência oficial do Rei da Espanha, utilizado atualmente somente nas cerimônias do Estado (a família real atual vive no Palácio da Zarzuela). É muito interessante visitar um palácio em uso e ver de perto o luxo vivido pela família real. O povo latino também pode ter uma boa ideia de onde foi parar todo seu ouro, ostentado em diversos objetos das salas do palácio. Não perca a coleção Armaria Real, onde é possível ver as peças utilizadas pelos reis nas batalhas e torneios, a partir do século XV. Outra preciosidade são os jardins do palácio (Jardins do Campo do Mouro).
Dia 3
O terceiro dia, em Madrid, foi dedicado aos principais museus, já que somos amantes de artes e não podíamos perder as melhores pinturas do mundo que estão nos museus Do Prado, Thyssen-Bornemisza e Reina Sofia. No próximo post explorarei especificamente os museus madrileños.
Dia 4
No quarto dia em Madrid, fomos a San Lorenzo de El Escorial, um lugar fascinante que detalharei em um post específico.
Dia 5
Nesse dia, viajamos de Madrid para Barcelona.
Para ter mais informações sobre Madrid, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Madrid.
Como em qualquer cidade grande, Madrid é bem segura, mas não se esqueça de proteger bem seus pertences, principalmente nos barzinhos (nunca deixe a bolsa no chão ou solta na cadeira).
No geral, os espanhóis entendem bem inglês, principalmente nos locais turísticos, mas para aproveitar ao máximo sua viagem, sugiro fazer um intensivão de aulas de espanhol durante 6 meses antes da viagem. Com um espanhol básico é possível se comunicar melhor com os moradores e desfrutar o máximo da cultura espanhola.
A seguir, detalho o roteiro que realizei com meu marido na cidade de Madrid durante o inverno europeu de 2009.
Dia 1
No primeiro dia, viajamos de Lisboa a Madrid, em um vôo da EasyJet. Chegamos em Madrid depois do almoço e fomos de metrô do aeroporto até o hotel. O metrô de Madrid possui uma das maiores redes do mundo e é muito seguro e organizado. Após o check-in, visitamos as atrações turísticas próximas ao hotel, localizado no centro de Madrid.
Primeiro, visitamos a Puerta del Sol, praça mais tradicional de Madrid. Depois fomos à Plaza Mayor, praça acessível através dos pórticos dos edifícios que a rodeiam. A estátua que se encontra no meio da praça é de Filipe III, rei da Espanha e Portugal (lá conhecido como Filipe II). Logo após, fomos à Plaza de España, uma praça muito arborizada e com muitas esculturas que homenageiam o escritor Miguel de Cervantes.
Na volta, passamos na Chocolatería San Gines, um café especializado em "churros con chocolate", uma maravilha para quem gosta de chocolate amargo. O ambiente da San Gines é muito agradável e funciona 24 horas (ideal para visitar após a balada).
Dia 2
Na manhã do segundo dia, em Madrid, fomos surpreendidos com uma nevasca (notícias: 1, 2). Num primeiro momento imaginamos que estivesse chovendo, pois a neve era muito fina, mas ao olhar o telhado dos prédios vizinhos, vimos uma neve muito espessa. Apesar do frio e de não termos roupas adequadas (tive que comprar um casado para aguentar o frio), saímos super empolgados para ver a neve, com uma sombrinha à mão para não nos molharmos muito. Logo de cara vimos que a rua fica com uma camada de gelo (sim, a neve vai caindo no chão e formando um gelo super escorregadio) capaz de derrubar qualquer um, por isso, andávamos com cuidado.
Depois de andar alguns quarteirões, percebemos que a alegria da neve nos faria perder um dia da viagem, já que nossa velocidade era baixa (tínhamos que andar devagar para não escorregar na rua) e os transportes públicos (ônibus e metrô) estavam lotados, devido ao caos formado na cidade com a nevasca. Assim, decidimos visitar o Palácio Real de Madrid, ponto turístico mais próximo ao hotel. Ao chegar na rua ao lado do palácio, haviam muitas crianças e adultos fazendo bonecos de neve. Como não costuma nevar em Madrid, os espanhóis estavam aproveitando a neve com seus filhos.
Depois do almoço, o transporte público já estava regularizado e fomos visitar o estádio de futebol do Real Madri, Estádio Santiago Bernabéu, que será explorado pelo meu marido em um próximo post.
Palácio Real de Madrid
O palácio é a residência oficial do Rei da Espanha, utilizado atualmente somente nas cerimônias do Estado (a família real atual vive no Palácio da Zarzuela). É muito interessante visitar um palácio em uso e ver de perto o luxo vivido pela família real. O povo latino também pode ter uma boa ideia de onde foi parar todo seu ouro, ostentado em diversos objetos das salas do palácio. Não perca a coleção Armaria Real, onde é possível ver as peças utilizadas pelos reis nas batalhas e torneios, a partir do século XV. Outra preciosidade são os jardins do palácio (Jardins do Campo do Mouro).
Dia 3
O terceiro dia, em Madrid, foi dedicado aos principais museus, já que somos amantes de artes e não podíamos perder as melhores pinturas do mundo que estão nos museus Do Prado, Thyssen-Bornemisza e Reina Sofia. No próximo post explorarei especificamente os museus madrileños.
Dia 4
No quarto dia em Madrid, fomos a San Lorenzo de El Escorial, um lugar fascinante que detalharei em um post específico.
Dia 5
Nesse dia, viajamos de Madrid para Barcelona.
Para ter mais informações sobre Madrid, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Madrid.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Sintra
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Um dos dias da viagem à Lisboa foi dedicado à Sintra, considerada, desde 1995, Patrimônio Mundial da UNESCO e composta de diversos palácios, igrejas e ruínas. Destacam-se o Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional da Pena e o Palácio Real de Queluz.
Acordamos bem cedinho e pegamos o trem (comboio suburbano), Linha de Sintra, na estação Rossio, em direção à Sintra. A viagem é bem rápida (cerca de 30min) e o trem é confortável.
Em Sintra, é possível fazer os passeios à pé, mas como os pontos turísticos ficam na serra (Castelo dos Mouros, 45 minutos a pé, e Parque da Pena, 50 minutos a pé), prepare-se para uma boa caminhada em subida. Sugiro pegar o ônibus turístico da Scotturb , linha 434 (Pena Sightseeing Tour) faz o circuito Sintra Estação/Museu do Brinquedo/Centro Histórico/Castelo dos Mouros/Palácio da Pena/Museu do Brinquedo/Sintra Estação), logo na saída da estação de trem. Assim, você aproveita para caminhar nos pontos turísticos. O bilhete pode ser comprado com o motorista ("Bilhete Circuito da Pena e Bilhete Circuito da Pena Volta").
Para aproveitar ao máximo o seu tempo em Sintra, sugiro dar uma volta no centro histórico, segunda parada do ônibus turístico, visitar o Palácio Real de Sintra, comprar alguns artesanatos e doces e seguir para os dois lugares mais interessantes: Castelo dos Mouros e Palácio Nacional da Pena. A entrada para esses pontos turísticos pode ser comprada antecipadamente, pelo site Parques de Sintra.
Castelo dos Mouros
Também conhecido como Castelo de Sintra, é uma fortificação muçulmana do século IX, conquistada por D. Afonso Henriques em 1147. Muito parecido com o Castelo de São Jorge, em Lisboa, porém, muito maior, é formado por um conjunto de ruínas.
Palácio Nacional da Pena
Uma das sete maravilhas de Portugal, o palácio é um lindíssimo castelo, expoente máximo do Romantismo do século XIX, em Portugal. Como em Petrópolis, no Rio de Janeiro, os palácios da cidade (Palácio Nacional da Pena e Palácio Real de Sintra) eram utilizados como residência dos reis de Portugal, especialmente no verão.
Visitando o palácio, ficamos surpresos ao descobrir, em diversas ilustrações, que nosso D. Pedro I, em Portugal, é o Rei D. Pedro IV!
Palácio Real de Queluz
Depois do almoço, pegamos o trem para Lisba e descemos na estação Queluz-Belas, que fica entre as estações Rossio e Sintra. A distância, à pé, entre a estação e o Palácio Real de Queluz é razoável (1,2 km), mas tranquila, e permite conhecer o bairro e os costumes dos locais.
O palácio, também conhecido como Palácio Nacional, foi construído nos estilos barroco e rococó e é uma mini-Versalhes. Os jardins do palácio são lindíssimos e lembram muito Versalhes, na França. Foi residência oficial de uma família importante da história do Brasil: Rei D. João VI. Nosso D. Pedro I nasceu e morreu em um dos quartos do palácio. É incrível como fica fácil entender as escolhas dos monarcas portugueses nas construções brasileiras da época do imperialismo. Temos que agradecer a Napoleão Bonaparte por ter forçado nosso querido D. João VI e sua família a fugir para o Brasil! Sem isso, nosso país, especialmente o Rio de Janeiro, continuaria jogado às traças.
Para ter mais informações sobre Sintra, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Sintra.
Acordamos bem cedinho e pegamos o trem (comboio suburbano), Linha de Sintra, na estação Rossio, em direção à Sintra. A viagem é bem rápida (cerca de 30min) e o trem é confortável.
Em Sintra, é possível fazer os passeios à pé, mas como os pontos turísticos ficam na serra (Castelo dos Mouros, 45 minutos a pé, e Parque da Pena, 50 minutos a pé), prepare-se para uma boa caminhada em subida. Sugiro pegar o ônibus turístico da Scotturb , linha 434 (Pena Sightseeing Tour) faz o circuito Sintra Estação/Museu do Brinquedo/Centro Histórico/Castelo dos Mouros/Palácio da Pena/Museu do Brinquedo/Sintra Estação), logo na saída da estação de trem. Assim, você aproveita para caminhar nos pontos turísticos. O bilhete pode ser comprado com o motorista ("Bilhete Circuito da Pena e Bilhete Circuito da Pena Volta").
Para aproveitar ao máximo o seu tempo em Sintra, sugiro dar uma volta no centro histórico, segunda parada do ônibus turístico, visitar o Palácio Real de Sintra, comprar alguns artesanatos e doces e seguir para os dois lugares mais interessantes: Castelo dos Mouros e Palácio Nacional da Pena. A entrada para esses pontos turísticos pode ser comprada antecipadamente, pelo site Parques de Sintra.
Castelo dos Mouros
Também conhecido como Castelo de Sintra, é uma fortificação muçulmana do século IX, conquistada por D. Afonso Henriques em 1147. Muito parecido com o Castelo de São Jorge, em Lisboa, porém, muito maior, é formado por um conjunto de ruínas.
Palácio Nacional da Pena
Uma das sete maravilhas de Portugal, o palácio é um lindíssimo castelo, expoente máximo do Romantismo do século XIX, em Portugal. Como em Petrópolis, no Rio de Janeiro, os palácios da cidade (Palácio Nacional da Pena e Palácio Real de Sintra) eram utilizados como residência dos reis de Portugal, especialmente no verão.
Visitando o palácio, ficamos surpresos ao descobrir, em diversas ilustrações, que nosso D. Pedro I, em Portugal, é o Rei D. Pedro IV!
Palácio Real de Queluz
Depois do almoço, pegamos o trem para Lisba e descemos na estação Queluz-Belas, que fica entre as estações Rossio e Sintra. A distância, à pé, entre a estação e o Palácio Real de Queluz é razoável (1,2 km), mas tranquila, e permite conhecer o bairro e os costumes dos locais.
O palácio, também conhecido como Palácio Nacional, foi construído nos estilos barroco e rococó e é uma mini-Versalhes. Os jardins do palácio são lindíssimos e lembram muito Versalhes, na França. Foi residência oficial de uma família importante da história do Brasil: Rei D. João VI. Nosso D. Pedro I nasceu e morreu em um dos quartos do palácio. É incrível como fica fácil entender as escolhas dos monarcas portugueses nas construções brasileiras da época do imperialismo. Temos que agradecer a Napoleão Bonaparte por ter forçado nosso querido D. João VI e sua família a fugir para o Brasil! Sem isso, nosso país, especialmente o Rio de Janeiro, continuaria jogado às traças.
Para ter mais informações sobre Sintra, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Sintra.
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