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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Windsor, Stonehenge e Oxford

Um dos dias da viagem à Londres foi dedicado a conhecer alguns pontos turísticos importantes mas distantes da cidade. Compramos o passeio "Stonehenge, Windsor Castle and Oxford Day Trip", do Viator. A seguir detalho a experiência que tivemos nesse passeio.

Um dia antes da viagem ligamos na agência indicada pelo Viator para confirmar o passeio e nos informaram o local de onde sairia o ônibus e a plataforma de embarque. Acordamos bem cedo e fomos à estação rodoviária, no centro de Londres, encontrar o grupo que faria o passeio conosco nesse dia. Nosso guia foi um simpático senhor londrino vestido à caráter (guarda-chuva à mãos e chapéu marrom, combinando com o terno marrom quadriculado). O começo da viagem foi bem tensa para nós, já que eles trafegam na mão-esquerda, contrária a que nós, brasileiros, estamos acostumados. Ficávamos bastante confusos em toda rotatória ou cruzamento!

Windsor Castle

A primeira parada foi no Windsor Castle, residência da família real por longos 900 anos (link Wikipedia). O guia nos acompanhou até a entrada do castelo (o ticket de entrada estava incluso no pacote), nos orientou sobre os pontos de destaque para visitarmos e o horário que deveriamos estar no ponto de encontro para seguirmos viagem.

Após passar pela bilheteria, passamos pela muralha e começamos a andar pelo castelo e conhecer um pouco desse lugar encantador. Um dos jardins mais interessantes é o Upper Ward (The Quadrangle), entrada oficial aos State Appartments (é possível tirar boas fotos do South Wing). Não deixe de visitar a St. George's Chappel e assistir a troca da guarda (menos cheia que a troca da guarda em Londres).

Stonehenge
Após uma viagem de cerca de 1h30min chegamos na segunda parada, Stonehenge. Esse ponto turístico é um dos monumentos pré-históricos mais conhecidos no mundo e considerado um Patrimônio Mundial da UNESCO. Mais uma vez, o guia nos acompanhou até a entrada do site do Stonehenge e nos orientou sobre o horário que deveriamos estar no ponto de encontro para seguirmos viagem.

A visita é bem rápida e muito peculiar pensar em como essas pedras foram trazidas e montadas durante a pré-história (os historiadores acreditam que a construção é de 3000 a 2000 antes de cristo).



Oxford University
Mais um trajeto de 1h30min e chegamos na terceira e última parada, uma das Universidades mais importantes e famosas da Inglaterra: Oxford. A universidade é uma das mais antigas do mundo (1167), mais antigas que ela apenas as Universidades de Bologna e de Paris. Nesse ponto turístico, o guia nos levou a diversos pontos interessantes e em um café para tomarmos o famoso café da tarde.

Por ser muito antiga e estar em um país com clima frio, o local é bem assustador. Eu não conseguiria andar à noite nesse lugar (com certeza diversos espíritos devem assombrar esse lugar)!


Algumas cenas do filme Harry Potter foram realizadas em Oxford: Divinity School e Duke Humfrey's Library na Bodleian Library; Christ Church College na St Aldate's.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Londres

A Inglaterra é um país fantástico de se visitar, mas com moeda forte (libra) e bastante caro para um turista brasileiro. Como Londres é uma das cidades mais importantes do mundo e berço da cultura americana (muitas atrações de Londres inspiraram atrações em Nova York), decidimos dedicar 6 dias à essa cidade. A princípio parece muito, mas Londres é como Nova York e São Paulo, uma megalópole com muitas atrações, impossível de se conhecer em uma única viagem.

Assim como os americanos, os ingleses se alimentam muito mal, por isso, a não ser que você queira gastar muito dinheiro em restaurantes badalados, não espere se alimentar bem durante sua estada em Londres. Aproveite para beber bastante cerveja e chá, duas especialidades dos britânicos.

A seguir detalho o roteiro que realizamos nos 7 primeiros dias dessa nossa viagem à Europa.

Dia 1
No primeiro dia da viagem, pegamos um vôo direto São Paulo - Londres pela TAM.

Dia 2
Chegada
Depois de mais de 10 horas de vôo, desembarcamos no aeroporto de Heathrow, passamos pela alfândega e pegamos o metrô em direção ao centro, onde ficava nosso hotel. Londres tem uma rede de transportes públicos muito boa, sendo possível escolher entre metrô, caro e rápido, ou ônibus, barato e lento devido ao trânsito terrível. O metrô de Londres (Tube) tem tarifas diferentes para cada zona (quanto mais zonas você atravessar, mais cara será a tarifa), por isso, a forma mais fácil de andar de metrô e ônibus é comprar um Visitor Oyster Card que funciona como um cartão pré-pago (você adiciona créditos que vão sendo debitados conforme o uso do cartão). Você deve "bater" (passar) o cartão na entrada e saída das estações de metrô e o sistema calculará automaticamente o valor a ser descontado do seu cartão.

No metrô, em direção ao nosso hotel, já sentimos o cheirinho de Londres, um cheio adocicado de curry que, a princípio é bom, mas com o tempo se torna enjoativo. Em nosso hotel, fomos recebidos por um indiano. Não precisa dizer que a presença indiana em Londres é muito forte, né?! Nosso quarto era minúsculo e parecia ficar em um porão do prédio. Apesar do cansaço e do minúsculo quarto do hotel, estávamos empolgados para conhecer essa megalópole. Descansamos um pouco e saímos para almoçar e conhecer a cidade.

Andamos até a área onde fica a Abadia de Westminster, que junto com o Palácio de Westminster (Casas do Parlamento, onde fica o Big Ben), é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO e aproveitamos para tirar algumas fotos. Depois fomos andando até o Piccadilly Circus que fica próximo à Abadia de Westminster.

Abadia de Westminster

Construída entre 1045 e 1050, a Abadia de Westminster é palco dos grandes eventos da coroa inglesa (casamentos, coroações, funerais). O coral da igreja canta todos os dias às 17h e, aos sábados, às 15h. Aos domingos tem um recital de órgão às 17h45. 


Parlamento/Big Ben
Junto à Abadia de Westminster fica o Palácio de Westminster (Houses of Parliament - Casas do Parlamento), um dos maiores parlamentos do mundo. O Parlamento fica na margem norte do rio Tâmisa e foi residência Real durante o final do período medieval até o incêndio de 1529, que destruiu parte de suas estruturas. O incêndio de 1834 destruiu a maior parte do palácio que foi reconstruído a partir de 1836 em estilo gótico. A torre mais famosa, a Torre do Relógio (popularmente conhecido como Big Ben) fica no extremo noroeste do palácio.



Piccadilly Circus
A Piccadilly Circus é uma praça bastante conhecida e (logicamente) se assemelha muito a sua cópia americana e melhorada Times Square. É claro que não dá pra comparar com a grandiosidade da Times Square, mas vale a pena a visita pelas lojas de souveniers. No centro da praça tem uma estátua de Eros. Próximo à Picadilly Circus, não deixe de visitar a Hamleys, uma espécie de Toy's are Us (ou PB Kids) gigantesca e com brinquedos muito legais. A Hamleys fica na Regent Street, 188-196.

Dia 3
No terceiro dia de viagem, e nosso segundo dia em Londres, fizemos um passeio fora da cidade, para conhecer o famoso Stonehenge, Patrimônio Mundial da UNESCO. O passeio incluia também Windsor, residência real por mais de 900 anos, e Oxford, uma das Universidades mais importantes do mundo. Esse passeio será detalhado no próximo post.

Dia 4
O quarto dia da viagem foi dedicado aos principais museus de Londres: British Museum e The National Gallery. Junto com o Louvre, em Paris, e o Metropolitan, em New York, o British Museum figura entre os museus mais importantes do mundo, com uma coleção de objetos incrível. Em um próximo post detalharei esses museus e as obras-primas do acervo permanente.
Hyde Park
Depois de visitar esses museus, fizemos um passeio no Hyde Park, o antigo equivalente britânico ao Central Park (americano). Para chegar ao Hyde Park, resolvemos utilizar os ônibus da cidade que são bastante eficientes, mas conforme o horário que você utiliza, ficam parados no trânsito. Para pagar o ônibus você pode utilizar o Oyster Card. Como não existe catraca para entrar no ônibus, é possível usar o transporte sem pagar, porém, as multas são altíssimas e existem muitos inspetores procurando pessoas que não pagaram a tarifa. Por isso, sugiro que você "bata" o cartão ao entrar no ônibus para evitar transtornos na sua viagem. Vimos alguns turistas e moradores com cara de imigrantes correndo do ônibus desesperados quando viram o inspetor. Certeza que tinham brasileiros no meio!

Harrods 
No final do dia visitamos a Harrods, uma espécie de Mappin (para os mais velhos) ou Daslu (para os mais novos) britânica. A Harrods segue o mesmo conceito da Macys (americana), uma loja de departamento luxuosa com diversas sessões e produtos maravilhosos. Até o banheiro é um luxo, com papel higiênico de primeríssima qualidade e perfume Channel para os clientes utilizarem. Ficamos bobos com a quantidade de mulheres utilizando burca e gastando todo o dinheiro de seus maridos riquíssimos. A Harrods fica na Brompton Road, 87-135.

Dia 5
No nosso quinto dia de viagem, quarto dia em Londres, aproveitamos para visitar algumas atrações um pouco mais distantes do centro da cidade.

Palácio de Buckingham - Troca da Guarda

Começamos o dia indo ao Palácio de Buckingham para assistir a tradicional troca da guarda, que ocorre todos os dias às 11h30 e, aos domingos, às 10h. Quando chegamos, a rua já estava lotada com pessoas de todas as idades que queriam assistir a troca da guarda. O evento dura cerca de 45 minutos e pode-se dizer que é um grande mico que todo turista deve pagar. Você fica um tempão em pé aguardando o grande momento enquanto velhinhas e crianças acotovelam você para assistirem a troca de turno dos guardas que ficam estáticos protegendo o Palácio de Buckingham. De qualquer forma, é muito interessante ver aqueles cavalos lindíssimos chegando com os guardas vestindo aqueles chapéus imensos. Dá uma certa noção do que deve ter sido participar de uma guerra, com os cavaleiros chegando no campo de batalha!

St. Paul's Cathedral
Depois de assistir a troca da guarda, pegamos um ônibus e fomos até a St. Paul's Cathedral. A catedral é lindíssima e foi palco do casamento do Príncipe Charles e a Princesa Diana, em 1981.


Torre de Londres 
Fomos a pé até a Torre de Londres, outra atração considerada Patrimônio Mundial da UNESCO. A Torre foi construída em 1078 como uma fortificação nos limites da cidade romana, mais tarde, serviu de residência oficial dos reis da Inglaterra até o século XVII. Durante um período serviu de prisão para contraventores de alto status e dissidentes religiosos, sendo local de tortura e execução. São impressionantes os aparelhos utilizados para tortura expostos na Torre.

Desde 1303, as jóias da coroa são guardadas na Torre de Londres, atração que você não deve perder. A coroa utilizada na coroação da Rainha Elisabeth é lindíssima e você terá poucos segundos para contemplá-la (você passará por uma esteira rolante para poder contemplar a coroa). Não tem como deixar de lembrar da coroa brasileira que está exposta no Museu de Petrópolis, mas claro que em Londres eles sabem transformar este ornamento em um grande motivo de entreter os visitantes e aqui a exposição no museu imperial chega a ser simplória, diante da beleza das peças.

Nos jardins da Torre é possível ver diversos corvos (eles são enormes e fazem um barulho muito estranho). Diz a lenda que o dia que os corvos sairem da Torre o reinado cairá.
Dia 6
Aproveitamos a manhã do nosso sexto dia de viagem para visitar a rua onde os Beatles tiraram a famosa foto do álbum Abbey Road, na famosa rua com o mesmo nome, e a tarde para visitar o marco zero do mundo, o local simbólico do Meridiano de Greenwich. Ao entardecer, demos uma volta na London Eye.

Abbey Road
A famosa capa do disco dos Beatles foi tirada praticamente em frente ao Abbey Road Studios, na Abbey Road, número 3. A estação de metrô mais próxima é a St' Johns Wood. Atualmente a rua é bastante movimentada e os londrinos, que passam lá todo dia de carro, não tem muita paciência com os turistas que tentam repetir a cena dos 4 rapazes de Liverpool. Tenha certeza que isto dificultará você tirar uma foto igual à capa do disco. De qualquer forma, vale a pena tentar a foto.



Meridiano de Greenwich
O local que marca o meridiano de Greenwich, longitude 0º 0' 0'' E/W, fica distante do centro da cidade, mas facilmente acessável por ônibus. Por convenção, o meridiano divide o globo em ocidente e oriente e permite calcular as distâncias em longitude e estabelecer fusos horários (GMT - Greenwich Mean Time) e foi definido em 1884. O local é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO e você pode levar um certificado oficial que esteve no "centro" do mundo.

London Eye
A London Eye, ou Millenium Wheel, é uma roda gigante altíssima na beira do Tâmisa, inaugurada em 1999. A volta dura cerca de 30 minutos, por isso, sugiro que você reserve um ticket para o entardecer e veja o pôr do sol na roda gigante.  

 
Dia 7
Dedicamos nosso sétimo dia de viagem, sexto em Londres, a visitar alguns estádios de futebol (Wembley Stadium e Stamford Bridge Stadium) e um dos campos de tênis mais importantes do mundo (Wimbledon). Esse dia será detalhado em um próximo post.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Nápoles

Um dos dias da viagem à Roma foi dedicado a conhecer o centro histórico de Nápoles e Pompéia.

Acordamos bem cedo e pegamos um trem, na estação Termini, em direção à Napoles (estação Napoli Centrale). Se você pegar um trem rápido, a viagem dura cerca de 1h30. Decidimos ir primeiro ao sítio arqueológico de Pompéia e depois visitar o centro histórico de Nápoles.

Pompéia
Junto à estação de trem Napoli Centrale fica a estação de metrô Napoli Piazza Garibaldi, de onde você pode pegar um trem, da linha Circumvesuviana, em direção à Sorrento e descer na estação Pompei Scavi Villa Misteri. O sítio arqueológico de Pompéia fica bem próximo à estação de trem.

Pompéia foi uma cidade do Império Romano destruída por uma grande erupção do vulcão Vesúvio, em 79 d.C. Como a cidade ficou enterrada sob as cinzas do vulcão até 1749 e depois foi mantida como sítio arqueológico, é possível andar pelas ruas da vila e ver como eles viviam naquela época. As ruínas de Pompéia foram declaradas Patrimônio Mundial da UNESCO e valem a visita. Como a área é muito grande (44 hectares), você deve planejar sua visita antes de ir para que possa aproveitar o máximo o tempo lá (mapa da vila [1] [2]). Sugiro uma visita de meio dia (manhã ou tarde), com entrada pela Porta Marina (próximo à estação de trem), passando pelas regiões VIII (Basílica e Edifícios de Administração Pública), VII (Templo de Apolo, Fórum, Macellum e Termas do Fórum), VI (Casa do Fauno), VII (Panificadora e Bordel) e I (Teatro Grande, Teatro Pequeno e Templo de Iside).



Centro Histórico de Nápoles
Depois da visita à Pompéia, estávamos exaustos de tanto andar. De qualquer forma, pegamos o trem de volta ao centro de Nápoles e almoçamos na estação de trem.

Ao sair da estação levamos um susto, pois existiam muitos camelôs (africanos com aquelas roupas típicas que parecem vestidos coloridos) vendendo os mais diversos badulaques. Fomos andando em direção à Porta Capuana, onde passa o ônibus City Sightseeing e nosso susto foi maior ao andar em ruas (como a Carriera Grande) com diversos cortiços com roupas penduradas entre os prédios e com muito lixo jogado no chão. Confesso que quase chegamos a desistir de conhecer o centro histórico depois de tamanho susto.


Como o centro histórico de Nápoles é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO e já haviamos comprado o ônibus City Sightseeing Napoli, decidimos continuar. O ônibus demora muito para chegar e acabamos perdendo muito tempo.



quinta-feira, 8 de março de 2012

Vaticano

Um dos dias da viagem à Roma foi dedicado a conhecer a menor nação do mundo, o Vaticano. Como a cidade fica lotada, nos dias de audiência (manhãs de quarta-feira), preferimos visitá-la em um dia e participar da audiência no outro dia.

O Vaticano é a cidade-estado, sede da Igreja Católica, governada pelo bispo de Roma, o Papa (Bento XVI). É considerada Patrimônio Mundial da UNESCO e, além de ser importantíssima para todo católico, é um lugar ótimo para visitar obras muito importantes da Renascência, como a Piettà e a Capela Sistina, de Michelângelo.

Museus do Vaticano
Os museus do Vaticano abrigam uma coleção de obras de arte colecionadas pelos Papas, ao longo dos séculos.

Os tickets para entrada aos Museus do Vaticano, inclusive à Capela Sistina, podem ser comprados com antecedência, pela internet.

Para chegar aos Museus do Vaticano, a partir da estação Termini, basta pegar a Linha A, do metrô, em direção à Battistini, e descer na estação Cipro. A entrada fica na Viale Vaticano, contornando os muros da cidade.




Pinacoteca
A Pinacoteca é uma galeria especial com um acervo incrível de pinturas desde a Idade Média até o século XIX, especialmente da Renascência, com obras de Rafael e Caravaggio.

A transfiguração, de Rafael
Localizado na sala VIII, da Pinacoteca, é considerada a última e uma das mais importantes obras de Rafael.



Pinacoteca, Sala VIII













A Deposição, de Caravaggio
Localizado na sala XII, da Pinacoteca, é uma das principais obras de Caravaggio.


Pinacoteca, Sala XII














Salas de Rafael
As salas (stanze) de Rafael formam um conjunto de 4 aposentos que foram decorados por Rafael, e seus auxiliares, entre o período de 1508 e 1524.

A Escola de Atenas, de Rafael
A principal obra de Rafael, está localizada em uma das salas (Sala da Segnatura). Essa sala foi utilizada pelo Papa, durante muito tempo, como biblioteca, onde ele assinava os decretos da corte eclesiástica. A obra representa a filosofia e possui os maiores expoentes dessa área (Platão e Aristósteles, no centro; Sócrates, à esquerda de verde, Ptolomeu, entre outros).



Capela Sistina
Capela, do Palácio Apostólico, que é a residência oficial do Papa. O teto e a parede do altar foram pintados por Michelangelo, durante cerca de 4 anos. Atualmente é o local onde se realiza o conclave (processo pelo qual um novo Papa é escolhido).

O teto é formado por um conjunto de painéis que retratam as principais histórias do Gênesis, em ordem da entrada ao altar: Deus Separando a Luz das Trevas, Deus Criando o Sol e a Lua, Deus Separando a Terra das Águas, A Criação de Adão, A Criação de Eva, O Pecado Original e a Explusão do Paraíso, O Sacrifício de Noé, O Dilúvio Universal. O painel mais conhecido é A Criação de Adão.



Basílica de São Pedro
Igreja mais importante da religião católica, recebe milhares de visitantes todos os anos. Seu interior é ricamente decorado com esculturas e pinturas, que chamam a atenção pela perfeição, especialmente as esculturas.

Sob o altar da basílica está enterrado São Pedro, um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento, considerado o primeiro Papa. São Pedro, junto com São Paulo, foram os fundadores da igreja católica. Pedro viajou à Roma e evangelizou grande parte da população romana, sendo executado em 64 d.C., durante o reinado do imperador romano Nero. Sua crucificação foi feita de cabeça para baixo, à pedido de Nero, perto do Obelisco do Circo de Nero. Os restos mortais de Pedro foram enterrados fora do Circo, na Colina do Vaticano, com uma pedra vermelha em cima. Alguns anos mais tarde, foi construído um santuário nesse local e, muitos anos depois, a Basílica de São Pedro.

O acesso à Basília de São Pedro é gratuito. É possível subir a cúpula, porém, após uma subida de elevador, é necessário encarar mais 330 degraus. As vistas panorâmicas da cidade são lindas e permitem boas fotos.


A Piettà, de Michelângelo


Audiência Papal
Para chegar à Praça São Pedro, a partir da estação Termini, basta pegar a Linha A, do metrô, em direção à Battistini, e descer na estação Ottaviano - S. Pietro Musei Vaticani.

À noite fomos à igreja Santa Susanna pegar os bilhetes, que havíamos reservado com bastante antecedência, para audiência com o Papa. A igreja é super bonitinha, localizada na Via Venti Settembre, 15 (esquina da Via Venti Settembre e Largo Santa Susanna), e recebe os bilhetes para audiência de quarta-feira. Para conseguir um bilhete, você deve fazer a reserva pelo site da igreja e pegá-los na noite anterior à audiência papal. Aproveitamos para assistir uma missa que estava sendo realizada na igreja Santa Susanna e fizemos uma doação para igreja.


 Outra forma de conseguir bilhetes para a audiência é através do site da Prefeitura da Casa Pontíficia.

Durante o mês de janeiro, as audiências são realizadas no Paul VI Audience Hall, à esquerda da Basília de São Pedro.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Roma

Roma é uma cidade com muitos pontos histórico e turísticos próximos, sendo possível visitá-los à pé. A cada esquina você encontra muita história e ótimas oportunidades de fotos. Nos 5 dias que ficamos nessa encantadora cidade pudemos conhecer boa parte dos pontos turísticos. A seguir detalho o roteiro que fiz com meu marido durante o inverno europeu de 2009.

Dia 1
Chegamos em Roma na madrugada do dia anterior, quando viajamos de Veneza para Roma, em um trem de alta velocidade. A viagem durou cerca de 4 horas e foi bastante cansativa, por isso, desmaiamos na cama ao chegar no hotel.

No primeiro dia, em Roma, saímos para andar pelos arredores do hotel e conhecer as praças e pontos turísticos mais conhecidos (deixamos o Coliseu para outro dia) (veja rota no Google Maps).

Começamos a visita pela belíssima Fontana di Trevi, uma das fontes mais bonitas do mundo. A construção é fabulosa e cheia de turistas, por isso, você terá muita dificuldade para tirar uma foto da fonte inteira, principalmente sem pessoas. Não se esqueça de levar uma moeda para jogar na fonte: se vire de costas para a fonte e jogue a moeda por cima dos ombros. Dizem que seu retorno à Roma é garantido, como ensinado no filme A Fonte dos Desejos (Three Coins in the Fountain)! Como adorei a cidade e quero voltar em outras oportunidades, não deixei de jogar minha moedinha de 1 real (pra sacanear pivetes que caçam as moedas jogadas)!



Depois fomos à Piazza Colonna ver a Coluna de Marco Aurélio, uma enorme coluna (29,5m) com entalhes da carreira militar desse imperador romano. No caminho para o Panteão, passamos por uma praça onde estava sendo gravado um filme de época. Foi muito legal ver aquelas pessoas vestidas com roupas medievais andando pelas ruas de Roma.



O Panteão (Panteão de Agripa) foi construído em 118-125 d.C., sendo a única construção da época greco-romana que se mantém em perfeito estado de conservação nos dias de hoje. A construção conta com um orifício (óculo) no centro do domo que serve como sustentação à estrutura, bem como fornece luz ao ambiente. Outro destaque são as portas de broze que, apesar de serem originais, foram totalmente remodeladas durante o papado de Pio IV (1653). Outro destaque é o singelo túmulo de pedra do pintor renascentista Rafael que está localizado no interior do Panteão. No mesmo estilo das baianas do pelourinho, você encontra diversos homens vestidos de gladiador em frente ao Panteão. Se você quiser tirar uma foto com eles, prepare-se para gastar alguns euros.



Depois fomos à Piazza Navona ver a Fonte dos Quatro Rios (Fontana dei Quattro Fiume). A embaixada brasileira, na Itália, fica no Palazzo Pamphilj, localizado na praça.

Logo após, fomos ao Campo de' Fiori ("campo de flores"). No centro da praça, você vê uma estátua em homenagem à Giordano Bruno, queimado vivo naquele local, durante a Inquisição (1600). Interessante a ironia dos bares locais que possuem diversos fogareiros e nomes que lembram fogueira e foto.



Depois de almoçar uma bela lasanha, pegamos um ônibus em direção ao Estádio Olímpico de Roma, estádio da final da Copa de 1990 (Argentina 0 x 1 Alemanha). Incrível, mas no país que ama o futebol tanto quanto o Brasil, descobrimos que não era possível visitar um estádio de final de Copa!


Dia 2 e 3
No segundo dia em Roma, fomos visitar a cidade do Vaticano e seus pontos turísticos. No terceiro dia fomos à audiência com o Papa (missa). Os detalhes desses dias serão detalhados no próximo post.

Dia 4
No quarto dia em Roma, fomos de manhã à audiência com o Papa e, depois do almoço, fizemos a visita ao Coliseu e aos Foruns Imperias.

Ainda no Brasil, compramos o passeio Private Tour: Imperial Rome Art History Walking Tour, da Viator. Um passeio que, apesar de caro, vale muito à pena. A área em que se encontra o Coliseu e os Fóruns Imperiais é uma área arqueológica muito grande e rica. Você pode fazer um passeio sozinho por toda essa área, mas um guia pode lhe oferecer informações que sozinho você não terá.

Encontramos com nosso guia, um estudante italiano (doutorando em história), no Arco do Constantino, em frente ao Coliseu. Quando reservamos o passeio indicamos que adorávamos artes e esportes e nosso guia veio com muitas informações sobre esses tópicos específicos.


Nosso guia já estava com as entradas compradas e nos levou para à entrada do Coliseu (72 d.C - 80 d.C), conhecido como Anfiteatro Flaviano. Essa construção foi palco de diversão garantida (circo, da política pão e circo), durante a época dos imperadores romanos, especialmente até 523 d.C., quando gladiadores e animais selvagens jogavam o verdadeiro Vale Tudo. A arquitetura do Coliseu serviu de inspiração para construção de diversos estádios. É considerado uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo Moderno e, junto com outras construções de Roma, é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO.


Depois de visitar o Coliseu, fomos ao Monte Palatino, área do Fórum Romano e dos Fóruns Imperiais, localizada em frente ao lado do Coliseu. Com as entradas em mãos, partimos para a entrada do Fórum Romano e tivemos uma aula de história. Como é uma área com construções em ruínas, resultado de diversos terremotos, saques e remodelagens ou construções que ocorreram durante os séculos, é muito difícil enxergar ou mesmo entender o que existia nessa área. Um site legal que monta imagens 3D é o Digital Roman Forum.



Dia 5
No quinto dia em Roma, fomos à Nápole, visitar Pompéia, que será detalhado em um próximo post.

Dia 6
Nesse dia, viajamos de volta à São Paulo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Veneza

Como a estadia na cidade de Veneza é muito cara e vimos, durante o mês de dezembro/08, muitas notícias das enchentes na cidade (fenômeno conhecido como água alta), preferimos fazer uma passagem por Veneza, ao invés de pernoitar na cidade. Hoje me arrependo de não ter ficado mais tempo nessa cidade tão encantadora e fascinante (sugiro 2 dias inteiros).

Ainda em Florença, acordamos bem cedinho e pegamos o trem, na estação, em direção à Veneza. Pegue um trem para a estação Venezia Santa Lucia, que fica no centro histórico de Veneza, pois a outra estação (Mestre) fica longe da área turística e é necessário pegar um ônibus. A viagem de Florença a Veneza é de longa distância (cerca de 3h), mas bastante tranquila.

A cidade é lindíssima e só é possível percorrer o centro histórico à pé (sim, é possível andar pelas ilhas do centro histórico à pé) ou de vaporetto e, claro, gôndola. Considerada Patrimônio Mundial da UNESCO, possui uma riquíssima história e muitas surpresas em cada beco ou ponte.

Compramos um mapa da cidade, na estação de trem e percorremos o centro histórico à pé. Começamos atravessando a Ponte Degli Scalzi e andando pelos becos e pontes das regiões de Santa Croce e Dorsoduro, em direção à Praça São Marcos (apenas duas pontes ligam a região de San Marco: Ponte Dell'Academia e Ponte di Rialto).

Após passar por diversas igrejas e cantinhos de ruas encantadoras, antes de atravessar uma ponte, deixei minha câmera cair no chão. A câmera quase caiu dentro do canal! Se tivesse caído no canal, eu teria perdido todas as fotos da viagem. Peguei a câmera do chão e percebi que a lente havia quebrado e que não era mais possível utilizá-la. Entrei em desespero, pois era um domingo e não tinha nenhuma loja aberta para que eu pudesse comprar uma câmera nova. Além disso, o celular que levamos era muito ruim e não tirava fotos com qualidade. Meu marido me confortou e continuamos andando até a Praça São Marcos. Sem a câmera, aproveitamos para registrar em nossa memória cada cantinho de Veneza.

Na Praça São Marcos, ficamos encantados com a beleza da basílica e do campanário (torre). Meu marido, muito espertamente, viu um camelô vendendo câmeras descartáveis (de filme) e comprou uma. Quem viveu a era das fotos de filme sabe que só se deve tirar fotos muito bem pensadas e com muito cuidado. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem, sem a pressão de registrar aquele momento.

Aproveitamos todo o dia em Veneza e, no início da noite, pegamos um trem de alta velocidade para Roma, estação Termini. A viagem dura cerca de 4 horas e é bastante cansativa. Chegamos em Roma quase madrugada e, muito cansados, pegamos um táxi direto para o hotel.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Pisa

Um dos dias da viagem à Florença foi dedicado à Pisa, considerada, desde 1987, Patrimônio Mundial da UNESCO.

Acordamos bem cedinho e pegamos o trem em direção à Pisa. A viagem é bem rápida (cerca de 1h) e o trem é confortável. Chegando em Pisa, fomos à pé, da estação até a Piazza dei Miracoli (ou Piazza del Duomo), aproveitando para conhecer diversos pontos dessa encantadora cidade.

O Rio Arno corta a cidade em dois bairros: Tramontana (ao norte do rio) e Mezzogiorno (ao sul do rio). O centro de Pisa está localizado na parte sul e a estação de trem (Pisa Centrale) está localizado na parte norte. Como a cidade é muito pequena, basta pegar um mapa, na central de informações da estação de trem, e caminhar pela cidade até o centro antigo, a partir da Piazza della Stazione até a Piazza dei Miracoli (rota no Google Maps).

Ao atravessar o Rio Arno, aproveite para tirar fotos, pois a paisagem é muito bonita. A cidade parece bem segura, porém, tome cuidado nas muralhas da Piazza dei Miracole, onde ficam muitas pessoas vendendo objetos de origem duvidosa (relógios e pulseiras de "ouro").

A Piazza dei Miracoli é composta de quatro obras-primas da arquitetura: a catedral, o bastistério, a torre (campanário) e o cemitério. A torre (campanário) é bastante torta e se tem muita dificuldade de tirar uma foto que mostre a inclinação, pois nosso cérebro nos força a ajustar a imagem. Se você tiver um bom condicionamento físico, é possível subir na torre (são 300 degraus até o topo). Você pode comprar o ticket antecipadamente online.


As quatro construções formam um conjunto muito harmônico e bonito.


A empresa City Sightseeing possui um roteiro em Pisa, mas não acho que vale a pena, pois a cidade é muito pequena e permite que você a expore à pé.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Florença

A Itália é um país encantador com muitas cidades de grande beleza. Aproveite para degustar a culinária italiana em maravilhosos restaurantes e beber muito vinho. Devido nossa ascendência italiana, essa foi a parte da viagem em que nos alimentamos melhor (muita pasta, pizza e sorvete). Com certeza ganhamos alguns kilinhos extra, que foram devidamente queimados com muita caminhada.

No geral, as cidades italianas são bem seguras, mas não se esqueça de proteger bem seus pertences (em um restaurante, nunca deixe a bolsa no chão ou solta na cadeira, nada diferente do que já fazemos no Brasil).

Se o dinheiro estiver apertado, compre pães, queijos, presunto de Parma, muzzarela de Búfala e vinho em qualquer mercado e faça um jantar especial no quarto do hotel. Os mercados oferecem uma variedade muito grande de vinhos italianos a preços muito convidativos (vinhos bons por EUR 5).

Florença é a maior cidade da região da Toscana, na Itália, sendo considerada o berço do Renascimento italiano. Suas igrejas, museus e ruas contam com obras de diversos artistas desse período (Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Donatello). Considerada uma das cidades mais bonitas do mundo, com ruas medievais encantadoras e arquitetura clássica (quase todas as igrejas são cobertas de mármore italiano). Florença foi governada, do século XV ao século XVIII,  pelos Médici, famosa família patrona das artes.

Além de berço do nascimento de muitos artistas renomados, Florença é berço do calcio, uma espécie de futebol antigo que se assemelha ao rugby.

A seguir, detalho o roteiro que realizei com meu marido na cidade de Florença durante o inverno europeu de 2009.

Dia 1
No primeiro dia, viajamos de Barcelona para Florença, em um vôo da Alitália. No aeroporto de Florença (FLR), pegamos um ônibus (Volainbus) para o centro de Florença. O transporte é muito utilizado por turistas, por isso, foi muito tranquilo.

Apesar de ficar localizado em um prédio antiguíssimo (o elevador era daqueles com porta de ferro em sanfona que você precisa fechar a porta para que o elevador funcione), nosso hotel (Hotel Angelica) foi uma grata surpresa. Além de ser muito bem localizado, o hotel tinha ares de pousada. Fomos super bem recepcionados pelos donos e ficamos em um quarto muito bonito.

Aproveitamos o dia para andar pela cidade, nos pontos turísticos, que são facilmente alcançados a pé. Montei um mapa no Google Maps com uma rota para os pontos turísticos mais importantes.

Santa Maria del Fiore (Duomo)
O Duomo fica no centro histórico de Florença, considerado Patrimônio Mundial da UNESCO. A belíssima catedral é uma das obras mais importantes da História da Arquitetura, especialmente pela obra da cúpula da catedral, de Brunelleschi, conhecida como Duomo, finalizada em 1434. 






Galleria degli Uffizi
A Galleria degli Uffizi é um dos museus com maior coleção de arte renascentista italiana do mundo. As salas do museu são organizadas por artista (Leonardo Da Vinci, Rafael, Botticelli, Michelangelo, Tiziano), tendo uma das obra mais importante (ou mais reconhecida) de todo mundo: "O Nascimento de Vênus", de Botticelli. 

Você pode explorar as obras da Galleria degli Uffizi através do Google Art Project.



O Nascimento de Vênus, de Botticelli
A famosa pintura, de 1,72m x 2,78m, retrata o nascimento de Vênus, a deusa da beleza (conhecida pelos romanos como Vênus, e pelos gregos como Afrodite). A deusa retratada no quadro de Botticelli representa o ideal de beleza clássica da Renascença. Ficamos alguns minutos contemplando a beleza do quadro. Chamou-me atenção a leveza da roupa da ninfa que caminha para receber a deusa.


Galleria dell'Academia
Outro museu interessante é a Galeria da Academia de Belas Artes (Galleria dell'Academia) que possui em seu acerto a escultura de David, de Michelangelo.

Piazza della Signoria
É a praça mais conhecida de Florença, com muitas esculturas de famosos artistas italianos.




Ponte Vecchio
Ponte medieval utilizada para passagem no Rio Arno.




Palácio Pitti
Outro lugar interessante é o Palácio Pitti, que possui o jardim de Bóboli, uma imensa área verde, com jardins magníficos. O palácio foi a antiga residência da família Médici

Piazzale Michelangelo
A praça fica um pouco afastada dos pontos turísticos, mas vale a pena pelas boas oportunidades de fotos da cidade. Aproveite o final de tarde para ver o pôr-do-sol.





Dia 2
No segundo dia em Florença, fomos à Pisa, ponto turístico reconhecidíssimo e que será detalhado no próximo post.

Dia 3
Nesse dia, viajamos de Florença para Veneza.

Para ter mais informações sobre Florença, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Florença.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Barcelona

Barcelona é a segunda maior cidade da Espanha, sendo considerada capital da Catalunha (comunidade autônoma na Espanha). É uma cidade que mistura muito bem o medieval, de suas ruas do Bairro Gótico, com o moderno da arquitetura de Gaudí. É interessante observar que muitos lugares possuem placas em espanhol e catalão, uma mistura de espanhol e francês.

A seguir, detalho o roteiro que realizei com meu marido na cidade de Barcelona durante o inverno europeu de 2009.

Dia 1
Nossa primeira impressão de Barcelona não foi boa, pois meu marido teve a carteira roubada logo que chegamos na cidade. Fizemos o trajeto Madrid - Barcelona de trem e, ao chegar à cidade, pegamos o metro para o centro, onde ficava nosso hotel. Na plataforma do metrô, ao entrar no vagão, teve um empurra-empurra e meu marido teve a carteira roubada por batedores de carteira. Como bons paulistanos, estávamos com boa parte do dinheiro e cartões de débito/crédito escondidos (naquelas carteiras que guardamos embaixo da roupa), mas a carteira do meu marido tinha o RG e o cartão de crédito dele, além de algumas notas de euro e reais. Quando percebemos o roubo, ficamos bastante desorientados e sem saber o que fazer, já que o cartão de crédito dele poderia ser utilizado. Por isso, descemos na primeira estação e procuramos um orelhão para ligar para nossos pais (sempre deixamos os números dos cartões e telefone do gerente do nosso banco com nossos pais). Perdemos bastante tempo tentando fazer uma ligação 0800 para o Brasil (nos orelhões) e acabamos procurando uma lan house para ligar para casa. Minha sogra conseguiu ligar no banco e bloquear o cartão de crédito. Fomos até o hotel fazer o check-in e deixar as malas e depois fomos à uma delegacia fazer um BO, já que o RG do meu marido tinha sido roubado. Perdemos praticamente a tarde e a noite inteiras. O mais cômico foi tentar explicar pro policial o que tinha acontecido. Claro que tivemos que gastar nosso portunhol!

Dia 2
Passado o primeiro susto, visitamos os lugares mais próximos do hotel (La Rambla e o Bairro Gótico), que estavam planejados para o primeiro dia. Depois do almoço visitamos a Sagrada Família, a Casa Milà (La Pedrera) e a Casa Batló. Ao final do dia percebemos que a cidade é muito bonita, apesar da grande quantidade de mendigos e desocupados nas ruas.

La Rambla
Começa na Praça Catalunha e vai até o antigo porto. É um calçadão com floriculturas e restaurantes, onde diversos artistas fazem suas apresentações (mímicos, músicos, pintores). Um destaque é a Boqueria, um mercado lindíssimo que vende queijos, frutas, flores e vinhos.



Bairro Gótico
Próximo à La Rambla, fica o Bairro Gótico. Dedique um tempo para caminhar nesse encantador bairro (exceto à noite). É impossível não se sentir perseguido por cavaleiros medievais ao caminhar pelas estreitas ruas desse bairro. Não deixe de visitar a Catedral de Barcelona, uma catedral no estilo gótico muito bonita.


Sagrada Família
Templo católico desenhado por Antoni Gaudí, iniciado em 1882 e com previsão de término em 2020 (em 2010 o interior da igreja foi terminado e uma cerimônia foi realizada pelo papa Bento). É considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, desde 2005, junto com outras obras de Gaudí.
Para chegar à Sagrada Família, pegue o metrô até linha 5 (L5), em direção a Vall d'Hebron, e desça na estação Sagrada Família (mapa do metrô).

A igreja dá a dimensão da genialidade de Gaudí como artista, sendo considerado cartão postal de Barcelona. No wikipedia é possível ter informações detalhadas da história e construção da Sagrada Família.


Não deixe de subir na torre (são muitos degraus, mas vale a pena) e aproveitar as ótimas oportunidades para tirar maravilhosas fotos da cidade e detalhes da igreja.



Casa Milà (La Pedrera) e Casa Batló
La Pedrera é um edifício com diversos apartamentos, construído por Gaudí. Situada na Rua Passeig de Gràcia, número 92, é possível visitá-la a pé, a partir da Sagrada Família. Na mesma rua, número 43, fica a Casa Batló, um edifício reformado por Gaudí. Você pode analisar as distâncias através da seguinte rota que desenhei no Google Maps: rota. A Casa Milà e a Casa Batló, junto com outras outras de Gaudí, são considerados Patrimônio Mundial da UNESCO.



Dia 3
Logo cedo fomos visitar o estádio do Barcelona, Camp Nou, onde assitiríamos, à noite, um jogo de futebol (Barcelona x Atlético de Madrid). O estádio e o jogo serão explorados pelo meu marido em um próximo post. Depois do almoço, visitamos o Montjüic e o Parque Güell.

Montjüic
É um pequeno monte situado junto ao porto, onde estão boa parte das instalações das Olimpíadas de Verão de 1992. É possível visitar o Estádio Olímpico Lluis Companys, onde foi realizada a abertura e encerramento das olimpíadas, e o Palácio Sant Jordi, onde nossa seleção de volei masculino ganhou uma medalha de ouro.

Para chegar ao Montjüic, pegue o metrô até a linha 3 (L3 - Zona Universitária/Trinitat Nova), em direção a Zona Universitária, e desça na estação Paral-lel. Na estação, pegue o Funicular de Montjuïc (mapa do metrô).

Parque Güell
O Parc Güell, em catalão, é um grande parque com diversas obras de Gaudí. Compõe, junto com a Sagrada Família, um conjunto de obras considerados Patrimônio Mundial da UNESCO, desde 1984.

Algumas obras como o Pavilhão da Entrada e o Dragão da Escadaria são cartões postais da cidade. Próximo ao parque é possível comprar esculturas que reproduzem as obras de Gaudí. Eu não pude deixar de comprar um touro enfeitado com ladrilhos como as esculturas de Gaudí (eu queria comprar o lagarto, mas meu marido me convenceu a comprar o touro).




Para chegar ao Parc Güell, pegue o metrô até a linha 3 (L3 - Zona Universitária/Trinitat Nova), em direção a Trinitat Nova, e desça na estação Vallcarca. Da estação até o parque é uma caminhada considerável, bastando seguir as placas de sinalização (mapa do metrô). Desenhei uma rota no Google Maps para que você possa analisar o caminho: rota.

Dia 4
Nesse dia, viajamos de Barcelona para Florença.

Para ter mais informações sobre Barcelona, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Barcelona.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

El Escorial

Um dos dias da viagem à Madrid foi dedicado a uma visita ao Mosteiro e Sítio de El Escorial, localizado na cidade de San Lorenzo de El Escorial, um lugar lindíssimo considerado Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1984. Foi construído a mando de Filipe II, da Espanha, para servir como mausoléu (local de enterro dos restos mortais) de seus pais (Carlos I e Isabel de Portugal) e sucessores.

Acordamos bem cedo e fomos à estação Atocha para pegar um trem (Renfe) em direção a El Escorial. A cidade fica a 50 km de distância de Madrid (cerca de 1 hora), por isso, é considerada uma viagem de curta distância (cercanias de Madrid). Chegando ao nosso destino, subimos até o palácio pelo caminho mais longo (cerca de 15 minutos subindo uma ladeira considerável), já que havia nevado durante a noite e as ruas estavam muito escorregadias. O palácio é lindíssimo, com uma arquitetura bastante simples, mas clássica.


Algumas seções se destacam em El Escorial: Biblioteca, conhecida como The Regia Laurentina, é uma das bibliotecas históricas mais importantes do mundo, com cerca de 45.000 trabalhos dos séculos XV e XVI; Panteão dos Reis, local de enterro dos reis espanhóis, com sepulcros em mármore. O palácio foi decorado com obras de importantes artistas da época (Tiziano, El Bosco, El Grecco e Velázquez).



 Para ter mais informações sobre o Mosteiro e Sítio de El Escorial: Wikipedia.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sintra

Um dos dias da viagem à Lisboa foi dedicado à Sintra, considerada, desde 1995, Patrimônio Mundial da UNESCO e composta de diversos palácios, igrejas e ruínas. Destacam-se o Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional da Pena e o Palácio Real de Queluz.

Acordamos bem cedinho e pegamos o trem (comboio suburbano), Linha de Sintra, na estação Rossio, em direção à Sintra. A viagem é bem rápida (cerca de 30min) e o trem é confortável.

Em Sintra, é possível fazer os passeios à pé, mas como os pontos turísticos ficam na serra (Castelo dos Mouros, 45 minutos a pé, e Parque da Pena, 50 minutos a pé), prepare-se para uma boa caminhada em subida. Sugiro pegar o ônibus turístico da Scotturb , linha 434 (Pena Sightseeing Tour) faz o circuito Sintra Estação/Museu do Brinquedo/Centro Histórico/Castelo dos Mouros/Palácio da Pena/Museu do Brinquedo/Sintra Estação), logo na saída da estação de trem. Assim, você aproveita para caminhar nos pontos turísticos. O bilhete pode ser comprado com o motorista ("Bilhete Circuito da Pena e Bilhete Circuito da Pena Volta").

Para aproveitar ao máximo o seu tempo em Sintra, sugiro dar uma volta no centro histórico, segunda parada do ônibus turístico, visitar o Palácio Real de Sintra, comprar alguns artesanatos e doces e seguir para os dois lugares mais interessantes: Castelo dos Mouros e Palácio Nacional da Pena. A entrada para esses pontos turísticos pode ser comprada antecipadamente, pelo site Parques de Sintra.

Castelo dos Mouros
Também conhecido como Castelo de Sintra, é uma fortificação muçulmana do século IX, conquistada por D. Afonso Henriques em 1147. Muito parecido com o Castelo de São Jorge, em Lisboa, porém, muito maior, é formado por um conjunto de ruínas.

Palácio Nacional da Pena
Uma das sete maravilhas de Portugal, o palácio é um lindíssimo castelo, expoente máximo do Romantismo do século XIX, em Portugal. Como em Petrópolis, no Rio de Janeiro, os palácios da cidade (Palácio Nacional da Pena e Palácio Real de Sintra) eram utilizados como residência dos reis de Portugal, especialmente no verão.


Visitando o palácio, ficamos surpresos ao descobrir, em diversas ilustrações, que nosso D. Pedro I, em Portugal, é o Rei D. Pedro IV!

Palácio Real de Queluz
Depois do almoço, pegamos o trem para Lisba e descemos na estação Queluz-Belas, que fica entre as estações Rossio e Sintra. A distância, à pé, entre a estação e o Palácio Real de Queluz é razoável (1,2 km), mas tranquila, e permite conhecer o bairro e os costumes dos locais.



O palácio, também conhecido como Palácio Nacional, foi construído nos estilos barroco e rococó e é uma mini-Versalhes. Os jardins do palácio são lindíssimos e lembram muito Versalhes, na França. Foi residência oficial de uma família importante da história do Brasil: Rei D. João VI. Nosso D. Pedro I nasceu e morreu em um dos quartos do palácio. É incrível como fica fácil entender as escolhas dos monarcas portugueses nas construções brasileiras da época do imperialismo. Temos que agradecer a Napoleão Bonaparte por ter forçado nosso querido D. João VI e sua família a fugir para o Brasil! Sem isso, nosso país, especialmente o Rio de Janeiro, continuaria jogado às traças.



Para ter mais informações sobre Sintra, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Sintra.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Lisboa

Portugal é um dos paises mais baratos da Europa, por isso, aproveite para jantar em restaurantes e beber muito vinho português. Não se esqueça de provar os pastéis (de Belém), caldo verde e bolinhos de bacalhau. No geral, as cidades são bem seguras, mas não se esqueça de proteger bem seus pertences (em um restaurante, nunca deixe a bolsa no chão ou solta na cadeira, nada diferente do que já fazemos no Brasil) e não aceite nada de estranhos. Em um dos dias que estávamos andando no centro de Lisboa, à noite, um sujeito muito estranho nos ofereceu Haxixe.

A seguir detalho o roteiro que realizei com meu marido na cidade de Lisboa durante o inverno europeu de 2009.


Dia 1
No primeiro dia foi realizada a viagem São Paulo - Lisboa, com escala em Brasília.

Dia 2
Chegada
Depois de mais de 10 horas de vôo, estávamos exaustos, mas super empolgados com as descobertas que estavam por vir. No aeroporto de Lisboa (LIS), pegamos um ônibus (aerobus/aeroshuttle) até o hotel, situado no centro, na região do Carmo. O transporte é muito utilizado por turistas, por isso, foi muito tranquilo.

Centro (Bairro Alto, Chiado e Baixa)
Como ainda era muito cedo (cerca de 8h da manhã) para fazer o check-in, deixamos as malas no hotel para podermos explorar o centro da cidade. Apesar de muito simples, nosso hotel era bem localizado, o que permitiu explorarmos boa parte da Lisboa turística a pé.

Andamos pelo Bairro Alto, que nos fez lembrar o Pelourinho, em Salvador, com muitas ladeiras e casas coloridinhas (estilo colonial barroco português). No Chiado, passamos pelo Elevador de Santa Justa (Elevador do Carmo), ao lado das Ruínas da Igreja e Convento do Carmo, de onde é possível tirar ótimas fotos do Castelo de São Jorge.

Na Rua Garret, 120, tem uma estátua de Fernando Pessoa, em frente ao café "A Brasileira", local que o escritor costumava frequentar.


 Na Baixa, onde fica a Praça do Comércio, vimos os bondes e pudemos tirar lindas fotos.





Na parte da tarde, depois de descansar um pouquinho e almoçar, andamos pela Alfama até a Sé de Lisboa e o Castelo São Jorge. A Sé de Lisboa é encantadora e reserva muitas surpresas.



Fiquei admirada ao descobrir que Santo Antônio (sim, o santo) frequentava a igreja e, inclusive, foi batizado na Sé de Lisboa (no local do batismo de Santo Antônio existe um azuleijo com o santo pregando para os peixes). É incrível visitar lugares tão antigos quanto a Sé de Lisboa, e ver vestígios de todas as histórias que você estudou. É como entrar em um livro de História e vivenciar o passado.


Castelo São Jorge
O Castelo, uma fortaleza localizada em terreno estratégico, pela visão que proporciona do Rio Tejo, foi dominado pelos antigos romanos, visigodos (alemães) e mouros (árabes), dos quais foi conquistado por Dom Afonso Henrique. É um Monumento Nacional que sofreu com diversos terremotos que ocorreram em Lisboa.



Dia 3
Torre de Belém
No segundo dia, em Lisboa, nos aventuramos a andar de trem (comboio suburbano). Como em toda cidade grande, deve-se ter cuidado com os batedores de carteira (famosos pickpockets que, em Portugal, são conhecidos como "carteiristas").

Pegamos a Linha de Cascais, do Cais do Sodré até a estação Belém, onde fica a Torre de Belém, considerada Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das 7 maravilhas de Portugal. A Torre é uma fortificação construída como nau defensiva e localizada onde partiam as caravelas para as Índias.



Um pouco mais à frente, fica o monumento Padrão ao Descobrimento com estátuas dos heróis portugueses que participaram dessa fase da história de Portugal, entre eles nosso querido Pedro Álvares Cabral. As estátuas são enormes e muito bonitas. Em frente ao monumento tem uma rosa-dos-ventos lindíssima, no chão (se quiser tirar uma foto, sugiro subir no mirador do monumento).



Mosteiro dos Jerónimos
Próximo ao Padrão ao Descobrimento fica o Mosteiro dos Jerónimos, considerado Patrimônimo Mundial da UNESCO e uma das 7 maravilhas de Portugal. O Mosteiro é uma construção lindíssima que mostra a pujança de Portugal da época das viagens do Descobrimento. Túmulos de diversas figuras importantes da história estão ali (Vasco da Gama, Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa e diversos reis de Portugal).




Parque das Nações
Depois do almoço fomos visitar a parte mais moderna da cidade: Parque das Nações. Pegamos o metrô (Metropolitano de Lisboa) na estação do Rossio até a estação Oriente (baldeação na estação Alameda). O Parque das Nações foi construído para atender a Expo 98 e possui construções modernas como as abóbadas das plataformas da Gare do Oriente (estação também conhecida como Gare Intermodal de Lisboa) e a Torre Vasco da Gama, com seu teleférico.


Dia 4
No terceiro dia em Lisboa, fomos à Sintra (Palácio Nacional da Pena e Palácio de Queluz). No próximo post vou detalhar nossa experiência nesse encantador distrito de Lisboa.

Dia 5
Nesse dia, viajamos de Lisboa para Madrid.

Para ter mais informações sobre Lisboa, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Lisboa.
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