Nosso quarto dia em Londres foi dedicado a visitar os principais museus da cidade: o British Museum e o The National Gallery. O British Museum, junto com o Louvre, em Paris, e o Metropolitan, em New York, é um dos museus mais importantes do mundo, com uma coleção de objetos de arte incríveis.
Nesse post descrevo os principais objetos da coleção permanente do British Museum, especialmente aqueles dos grandes impérios da antiguidade (Egito e Grécia). A visita chega a nos deixar tontos com tantos objetos incríveis. Mesmo que você não se interesse por história antiga, não deixe de visitar essa atração em Londres, principalmente por ser grátis. O British Museu ficam na Great Russel Streat e abre diariamente das 10h às 17h30.
O museu possui um bom acervo de obras de grande interesse histórico de diversas civilizações, entre elas, a egípcia, grega, romana, suméria, neoassíria, celta, indiana, asteca, entre outras. Os objetos das maiores civilizações da história são as que chamam maior atenção do público, mas não deixe de se aventurar a conhecer os objetos das civilizações desconhecidas do grande público. Sugiro visitar a galería da civilização assíria, com objetos muito interessantes.
A seguir, listo as obras mais representativas das civilizações mais importantes (grega, egípcia e assíria), objetos que todo visitante deve conhecer. Sugiro iniciar a visita pela galeria à esquerda da entrada principal (assírios, egípcios, gregos, romanos).
Civilização Egípcia
A quantidade de objetos da civilização egípcia (mais de 100.000 itens) assusta, dando a impressão de estarmos em pleno Egito. Dentre muitas múmias, sarcófagos e cabeças de faraós, chamam a atenção o Busto de Ramesses II e a Pedra de Rosetta.
O Busto de Ramesses II
A escultura é um fragmento da estátua de Ramesses II, construía no templo dedicado à ele em Tebas (Ramesseum).
A Pedra de Rosetta
Encontrada em 1799 por soldados de Napoleão, na cidade de Rosetta (El-Rashid). A pedra, da época de Cleópatra, possui um texto escrito em grego (lingua administrativa), em demótico (língua corrente utilizada no cotidiano) e em hieroglifico (inscrições de caráter sacerdotal) e permitiu a decifração do hieroglifico. Foi utilizada como matriz tipográfica para imprimir o que estava escrito nela, sendo utilizado tinta petra na superfície da pedra para que as inscrições pudessem ser preenchidas com gesso branco, o que acabou deixando a pedra com a cor preta. Reproduções das inscrições foram enviadas para interesados em sua decifração e serviram de base para o entendimento do hieroglifico. A obra é objeto de disputa entre o governo egípcio, que deseja o objeto de volta à sua origem, e o museu, que nega a devolução do objeto.
Civilização Grega
Essa é outra galeria que chama a atenção pela quantidade e tamanho das peças. É difícil não se sentir em plena Grécia no meio de tantos objetos gregos como pedaços de templos, esculturas, vasos, entre outros. O museu apresenta importantes esculturas encontradas dentro do Parthenon, em Atenas, e de outros lugares importantes da Grécia, como o Templo de Halicarnassus e o Templo de Artemis. Algumas esculturas do Parthenon (Mármore de Elgin) são objetos de disputa entre o governo Grego, que deseja os objetos de volta à sua origem, e o museu, que nega a devolução dos objetos.
Civilização Assíria
O museu apresenta uma coleção incrível de peças da antiga Mesopotâmia (atual região do Iraque) e da Pérsia. Os destaques ficam para o par de Leões com Asas e Cabeça Humana e os Portões de Balawat. O par de Leões geralmente era colocado na entrada das cidades ou palácios e os expostos n museu ficavam na entrada do palácio do rei Ashurnasirpal II (883-859 AC), em Nimrud. Os portões de Balawat são fragmentos dos portões de bronze de Shalmaneser III (858-824 AC) que ficavam em Balawat.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
quinta-feira, 8 de março de 2012
Vaticano
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vaticano
Um dos dias da viagem à Roma foi dedicado a conhecer a menor nação do mundo, o Vaticano. Como a cidade fica lotada, nos dias de audiência (manhãs de quarta-feira), preferimos visitá-la em um dia e participar da audiência no outro dia.
O Vaticano é a cidade-estado, sede da Igreja Católica, governada pelo bispo de Roma, o Papa (Bento XVI). É considerada Patrimônio Mundial da UNESCO e, além de ser importantíssima para todo católico, é um lugar ótimo para visitar obras muito importantes da Renascência, como a Piettà e a Capela Sistina, de Michelângelo.
Museus do Vaticano
Os museus do Vaticano abrigam uma coleção de obras de arte colecionadas pelos Papas, ao longo dos séculos.
Os tickets para entrada aos Museus do Vaticano, inclusive à Capela Sistina, podem ser comprados com antecedência, pela internet.
Para chegar aos Museus do Vaticano, a partir da estação Termini, basta pegar a Linha A, do metrô, em direção à Battistini, e descer na estação Cipro. A entrada fica na Viale Vaticano, contornando os muros da cidade.
Pinacoteca
A Pinacoteca é uma galeria especial com um acervo incrível de pinturas desde a Idade Média até o século XIX, especialmente da Renascência, com obras de Rafael e Caravaggio.
A transfiguração, de Rafael
Localizado na sala VIII, da Pinacoteca, é considerada a última e uma das mais importantes obras de Rafael.
A Deposição, de Caravaggio
Localizado na sala XII, da Pinacoteca, é uma das principais obras de Caravaggio.

Salas de Rafael
As salas (stanze) de Rafael formam um conjunto de 4 aposentos que foram decorados por Rafael, e seus auxiliares, entre o período de 1508 e 1524.
A Escola de Atenas, de Rafael
A principal obra de Rafael, está localizada em uma das salas (Sala da Segnatura). Essa sala foi utilizada pelo Papa, durante muito tempo, como biblioteca, onde ele assinava os decretos da corte eclesiástica. A obra representa a filosofia e possui os maiores expoentes dessa área (Platão e Aristósteles, no centro; Sócrates, à esquerda de verde, Ptolomeu, entre outros).
Capela Sistina
Capela, do Palácio Apostólico, que é a residência oficial do Papa. O teto e a parede do altar foram pintados por Michelangelo, durante cerca de 4 anos. Atualmente é o local onde se realiza o conclave (processo pelo qual um novo Papa é escolhido).
O teto é formado por um conjunto de painéis que retratam as principais histórias do Gênesis, em ordem da entrada ao altar: Deus Separando a Luz das Trevas, Deus Criando o Sol e a Lua, Deus Separando a Terra das Águas, A Criação de Adão, A Criação de Eva, O Pecado Original e a Explusão do Paraíso, O Sacrifício de Noé, O Dilúvio Universal. O painel mais conhecido é A Criação de Adão.
Basílica de São Pedro
Igreja mais importante da religião católica, recebe milhares de visitantes todos os anos. Seu interior é ricamente decorado com esculturas e pinturas, que chamam a atenção pela perfeição, especialmente as esculturas.
Sob o altar da basílica está enterrado São Pedro, um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento, considerado o primeiro Papa. São Pedro, junto com São Paulo, foram os fundadores da igreja católica. Pedro viajou à Roma e evangelizou grande parte da população romana, sendo executado em 64 d.C., durante o reinado do imperador romano Nero. Sua crucificação foi feita de cabeça para baixo, à pedido de Nero, perto do Obelisco do Circo de Nero. Os restos mortais de Pedro foram enterrados fora do Circo, na Colina do Vaticano, com uma pedra vermelha em cima. Alguns anos mais tarde, foi construído um santuário nesse local e, muitos anos depois, a Basílica de São Pedro.
O acesso à Basília de São Pedro é gratuito. É possível subir a cúpula, porém, após uma subida de elevador, é necessário encarar mais 330 degraus. As vistas panorâmicas da cidade são lindas e permitem boas fotos.
A Piettà, de Michelângelo
Audiência Papal
Para chegar à Praça São Pedro, a partir da estação Termini, basta pegar a Linha A, do metrô, em direção à Battistini, e descer na estação Ottaviano - S. Pietro Musei Vaticani.
À noite fomos à igreja Santa Susanna pegar os bilhetes, que havíamos reservado com bastante antecedência, para audiência com o Papa. A igreja é super bonitinha, localizada na Via Venti Settembre, 15 (esquina da Via Venti Settembre e Largo Santa Susanna), e recebe os bilhetes para audiência de quarta-feira. Para conseguir um bilhete, você deve fazer a reserva pelo site da igreja e pegá-los na noite anterior à audiência papal. Aproveitamos para assistir uma missa que estava sendo realizada na igreja Santa Susanna e fizemos uma doação para igreja.
Outra forma de conseguir bilhetes para a audiência é através do site da Prefeitura da Casa Pontíficia.
Durante o mês de janeiro, as audiências são realizadas no Paul VI Audience Hall, à esquerda da Basília de São Pedro.
O Vaticano é a cidade-estado, sede da Igreja Católica, governada pelo bispo de Roma, o Papa (Bento XVI). É considerada Patrimônio Mundial da UNESCO e, além de ser importantíssima para todo católico, é um lugar ótimo para visitar obras muito importantes da Renascência, como a Piettà e a Capela Sistina, de Michelângelo.
Museus do Vaticano
Os museus do Vaticano abrigam uma coleção de obras de arte colecionadas pelos Papas, ao longo dos séculos. Os tickets para entrada aos Museus do Vaticano, inclusive à Capela Sistina, podem ser comprados com antecedência, pela internet.
Para chegar aos Museus do Vaticano, a partir da estação Termini, basta pegar a Linha A, do metrô, em direção à Battistini, e descer na estação Cipro. A entrada fica na Viale Vaticano, contornando os muros da cidade.
Pinacoteca
A Pinacoteca é uma galeria especial com um acervo incrível de pinturas desde a Idade Média até o século XIX, especialmente da Renascência, com obras de Rafael e Caravaggio.
A transfiguração, de Rafael
Localizado na sala VIII, da Pinacoteca, é considerada a última e uma das mais importantes obras de Rafael.
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| Pinacoteca, Sala VIII |
A Deposição, de Caravaggio
Localizado na sala XII, da Pinacoteca, é uma das principais obras de Caravaggio.

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| Pinacoteca, Sala XII |
Salas de Rafael
As salas (stanze) de Rafael formam um conjunto de 4 aposentos que foram decorados por Rafael, e seus auxiliares, entre o período de 1508 e 1524.
A Escola de Atenas, de Rafael
A principal obra de Rafael, está localizada em uma das salas (Sala da Segnatura). Essa sala foi utilizada pelo Papa, durante muito tempo, como biblioteca, onde ele assinava os decretos da corte eclesiástica. A obra representa a filosofia e possui os maiores expoentes dessa área (Platão e Aristósteles, no centro; Sócrates, à esquerda de verde, Ptolomeu, entre outros).
Capela Sistina
Capela, do Palácio Apostólico, que é a residência oficial do Papa. O teto e a parede do altar foram pintados por Michelangelo, durante cerca de 4 anos. Atualmente é o local onde se realiza o conclave (processo pelo qual um novo Papa é escolhido).
O teto é formado por um conjunto de painéis que retratam as principais histórias do Gênesis, em ordem da entrada ao altar: Deus Separando a Luz das Trevas, Deus Criando o Sol e a Lua, Deus Separando a Terra das Águas, A Criação de Adão, A Criação de Eva, O Pecado Original e a Explusão do Paraíso, O Sacrifício de Noé, O Dilúvio Universal. O painel mais conhecido é A Criação de Adão.
Basílica de São Pedro
Igreja mais importante da religião católica, recebe milhares de visitantes todos os anos. Seu interior é ricamente decorado com esculturas e pinturas, que chamam a atenção pela perfeição, especialmente as esculturas.
Sob o altar da basílica está enterrado São Pedro, um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento, considerado o primeiro Papa. São Pedro, junto com São Paulo, foram os fundadores da igreja católica. Pedro viajou à Roma e evangelizou grande parte da população romana, sendo executado em 64 d.C., durante o reinado do imperador romano Nero. Sua crucificação foi feita de cabeça para baixo, à pedido de Nero, perto do Obelisco do Circo de Nero. Os restos mortais de Pedro foram enterrados fora do Circo, na Colina do Vaticano, com uma pedra vermelha em cima. Alguns anos mais tarde, foi construído um santuário nesse local e, muitos anos depois, a Basílica de São Pedro.
O acesso à Basília de São Pedro é gratuito. É possível subir a cúpula, porém, após uma subida de elevador, é necessário encarar mais 330 degraus. As vistas panorâmicas da cidade são lindas e permitem boas fotos.
A Piettà, de Michelângelo
Audiência Papal
Para chegar à Praça São Pedro, a partir da estação Termini, basta pegar a Linha A, do metrô, em direção à Battistini, e descer na estação Ottaviano - S. Pietro Musei Vaticani.
À noite fomos à igreja Santa Susanna pegar os bilhetes, que havíamos reservado com bastante antecedência, para audiência com o Papa. A igreja é super bonitinha, localizada na Via Venti Settembre, 15 (esquina da Via Venti Settembre e Largo Santa Susanna), e recebe os bilhetes para audiência de quarta-feira. Para conseguir um bilhete, você deve fazer a reserva pelo site da igreja e pegá-los na noite anterior à audiência papal. Aproveitamos para assistir uma missa que estava sendo realizada na igreja Santa Susanna e fizemos uma doação para igreja.
Outra forma de conseguir bilhetes para a audiência é através do site da Prefeitura da Casa Pontíficia.
Durante o mês de janeiro, as audiências são realizadas no Paul VI Audience Hall, à esquerda da Basília de São Pedro.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Florença
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Patrimônio Mundial da UNESCO
A Itália é um país encantador com muitas cidades de grande beleza. Aproveite para degustar a culinária italiana em maravilhosos restaurantes e beber muito vinho. Devido nossa ascendência italiana, essa foi a parte da viagem em que nos alimentamos melhor (muita pasta, pizza e sorvete). Com certeza ganhamos alguns kilinhos extra, que foram devidamente queimados com muita caminhada.
No geral, as cidades italianas são bem seguras, mas não se esqueça de proteger bem seus pertences (em um restaurante, nunca deixe a bolsa no chão ou solta na cadeira, nada diferente do que já fazemos no Brasil).
Se o dinheiro estiver apertado, compre pães, queijos, presunto de Parma, muzzarela de Búfala e vinho em qualquer mercado e faça um jantar especial no quarto do hotel. Os mercados oferecem uma variedade muito grande de vinhos italianos a preços muito convidativos (vinhos bons por EUR 5).
Florença é a maior cidade da região da Toscana, na Itália, sendo considerada o berço do Renascimento italiano. Suas igrejas, museus e ruas contam com obras de diversos artistas desse período (Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Donatello). Considerada uma das cidades mais bonitas do mundo, com ruas medievais encantadoras e arquitetura clássica (quase todas as igrejas são cobertas de mármore italiano). Florença foi governada, do século XV ao século XVIII, pelos Médici, famosa família patrona das artes.
Além de berço do nascimento de muitos artistas renomados, Florença é berço do calcio, uma espécie de futebol antigo que se assemelha ao rugby.
A seguir, detalho o roteiro que realizei com meu marido na cidade de Florença durante o inverno europeu de 2009.
Dia 1
No primeiro dia, viajamos de Barcelona para Florença, em um vôo da Alitália. No aeroporto de Florença (FLR), pegamos um ônibus (Volainbus) para o centro de Florença. O transporte é muito utilizado por turistas, por isso, foi muito tranquilo.
Apesar de ficar localizado em um prédio antiguíssimo (o elevador era daqueles com porta de ferro em sanfona que você precisa fechar a porta para que o elevador funcione), nosso hotel (Hotel Angelica) foi uma grata surpresa. Além de ser muito bem localizado, o hotel tinha ares de pousada. Fomos super bem recepcionados pelos donos e ficamos em um quarto muito bonito.
Aproveitamos o dia para andar pela cidade, nos pontos turísticos, que são facilmente alcançados a pé. Montei um mapa no Google Maps com uma rota para os pontos turísticos mais importantes.
Santa Maria del Fiore (Duomo)
O Duomo fica no centro histórico de Florença, considerado Patrimônio Mundial da UNESCO. A belíssima catedral é uma das obras mais importantes da História da Arquitetura, especialmente pela obra da cúpula da catedral, de Brunelleschi, conhecida como Duomo, finalizada em 1434.
Galleria degli Uffizi
A Galleria degli Uffizi é um dos museus com maior coleção de arte renascentista italiana do mundo. As salas do museu são organizadas por artista (Leonardo Da Vinci, Rafael, Botticelli, Michelangelo, Tiziano), tendo uma das obra mais importante (ou mais reconhecida) de todo mundo: "O Nascimento de Vênus", de Botticelli.
Você pode explorar as obras da Galleria degli Uffizi através do Google Art Project.
O Nascimento de Vênus, de Botticelli
A famosa pintura, de 1,72m x 2,78m, retrata o nascimento de Vênus, a deusa da beleza (conhecida pelos romanos como Vênus, e pelos gregos como Afrodite). A deusa retratada no quadro de Botticelli representa o ideal de beleza clássica da Renascença. Ficamos alguns minutos contemplando a beleza do quadro. Chamou-me atenção a leveza da roupa da ninfa que caminha para receber a deusa.
Galleria dell'Academia
Outro museu interessante é a Galeria da Academia de Belas Artes (Galleria dell'Academia) que possui em seu acerto a escultura de David, de Michelangelo.
Piazza della Signoria
É a praça mais conhecida de Florença, com muitas esculturas de famosos artistas italianos.
Ponte Vecchio
Ponte medieval utilizada para passagem no Rio Arno.
Palácio Pitti
Outro lugar interessante é o Palácio Pitti, que possui o jardim de Bóboli, uma imensa área verde, com jardins magníficos. O palácio foi a antiga residência da família Médici
Piazzale Michelangelo
A praça fica um pouco afastada dos pontos turísticos, mas vale a pena pelas boas oportunidades de fotos da cidade. Aproveite o final de tarde para ver o pôr-do-sol.
Dia 2
No segundo dia em Florença, fomos à Pisa, ponto turístico reconhecidíssimo e que será detalhado no próximo post.
Dia 3
Nesse dia, viajamos de Florença para Veneza.
Para ter mais informações sobre Florença, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Florença.
No geral, as cidades italianas são bem seguras, mas não se esqueça de proteger bem seus pertences (em um restaurante, nunca deixe a bolsa no chão ou solta na cadeira, nada diferente do que já fazemos no Brasil).
Se o dinheiro estiver apertado, compre pães, queijos, presunto de Parma, muzzarela de Búfala e vinho em qualquer mercado e faça um jantar especial no quarto do hotel. Os mercados oferecem uma variedade muito grande de vinhos italianos a preços muito convidativos (vinhos bons por EUR 5).
Florença é a maior cidade da região da Toscana, na Itália, sendo considerada o berço do Renascimento italiano. Suas igrejas, museus e ruas contam com obras de diversos artistas desse período (Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Donatello). Considerada uma das cidades mais bonitas do mundo, com ruas medievais encantadoras e arquitetura clássica (quase todas as igrejas são cobertas de mármore italiano). Florença foi governada, do século XV ao século XVIII, pelos Médici, famosa família patrona das artes.
Além de berço do nascimento de muitos artistas renomados, Florença é berço do calcio, uma espécie de futebol antigo que se assemelha ao rugby.
A seguir, detalho o roteiro que realizei com meu marido na cidade de Florença durante o inverno europeu de 2009.
Dia 1
No primeiro dia, viajamos de Barcelona para Florença, em um vôo da Alitália. No aeroporto de Florença (FLR), pegamos um ônibus (Volainbus) para o centro de Florença. O transporte é muito utilizado por turistas, por isso, foi muito tranquilo.
Apesar de ficar localizado em um prédio antiguíssimo (o elevador era daqueles com porta de ferro em sanfona que você precisa fechar a porta para que o elevador funcione), nosso hotel (Hotel Angelica) foi uma grata surpresa. Além de ser muito bem localizado, o hotel tinha ares de pousada. Fomos super bem recepcionados pelos donos e ficamos em um quarto muito bonito.
Aproveitamos o dia para andar pela cidade, nos pontos turísticos, que são facilmente alcançados a pé. Montei um mapa no Google Maps com uma rota para os pontos turísticos mais importantes.
Santa Maria del Fiore (Duomo)
O Duomo fica no centro histórico de Florença, considerado Patrimônio Mundial da UNESCO. A belíssima catedral é uma das obras mais importantes da História da Arquitetura, especialmente pela obra da cúpula da catedral, de Brunelleschi, conhecida como Duomo, finalizada em 1434.
Galleria degli Uffizi
A Galleria degli Uffizi é um dos museus com maior coleção de arte renascentista italiana do mundo. As salas do museu são organizadas por artista (Leonardo Da Vinci, Rafael, Botticelli, Michelangelo, Tiziano), tendo uma das obra mais importante (ou mais reconhecida) de todo mundo: "O Nascimento de Vênus", de Botticelli.
Você pode explorar as obras da Galleria degli Uffizi através do Google Art Project.
O Nascimento de Vênus, de Botticelli
A famosa pintura, de 1,72m x 2,78m, retrata o nascimento de Vênus, a deusa da beleza (conhecida pelos romanos como Vênus, e pelos gregos como Afrodite). A deusa retratada no quadro de Botticelli representa o ideal de beleza clássica da Renascença. Ficamos alguns minutos contemplando a beleza do quadro. Chamou-me atenção a leveza da roupa da ninfa que caminha para receber a deusa.
Galleria dell'Academia
Outro museu interessante é a Galeria da Academia de Belas Artes (Galleria dell'Academia) que possui em seu acerto a escultura de David, de Michelangelo.
Piazza della Signoria
É a praça mais conhecida de Florença, com muitas esculturas de famosos artistas italianos.
Ponte Vecchio
Ponte medieval utilizada para passagem no Rio Arno.
Palácio Pitti
Outro lugar interessante é o Palácio Pitti, que possui o jardim de Bóboli, uma imensa área verde, com jardins magníficos. O palácio foi a antiga residência da família Médici
Piazzale Michelangelo
A praça fica um pouco afastada dos pontos turísticos, mas vale a pena pelas boas oportunidades de fotos da cidade. Aproveite o final de tarde para ver o pôr-do-sol.
Dia 2
No segundo dia em Florença, fomos à Pisa, ponto turístico reconhecidíssimo e que será detalhado no próximo post.
Dia 3
Nesse dia, viajamos de Florença para Veneza.
Para ter mais informações sobre Florença, acesse Wikipedia ou o Wikitravel de Florença.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Museus de Madrid - Museu Reina Sofia
Em nosso terceiro dia em Madrid visitamos os museus mais importantes dessa cidade. Começamos pelo Museu Reina Sofia, depois fomos ao Museu Thyssen-Bornemisza. À tarde, visitamos o Museu do Prado. Nesse post, descrevo um pouco das pinturas mais importantes expostas como acervo permanente do Museu Reina Sofia.
O Museu Reina Sofia tem como foco a arte moderna espanhola, por isso, se você adora Miró, Picaso e Dalí, não deixe de visitar esse museu. É interessante observar que boa parte das obras permanentes, em exposição, são de uma época em que a fotografia já estava consolidada (depois de 1800), por isso, não vemos pinturas em que o artista tem como foco a perfeição da representação humana (como as obras renascentistas que são como fotografias).
Guernica, de Pablo Picasso (1937)
Enorme painel pintado para a Exposição Internacional de Paris, em 1937. Retrata toda a dor de um povo que foi assolado por uma guerra (Guerra Civil Espanhola - 1936-39). Guernica é a cidade que foi destruída por um bombardeio de aviões nazistas sob ordem do general Franco. Em toda a sala de exposição do painel, existem muitos desenhos em que se percebe os estudos de Picaso para a obra final.
O Grande Masturbador, de Salvador Dalí (1929)
Dalí foi um pinto catalão surrealista que compunha imagens bizarras de forma muito harmônica. Uma de suas principais obras, O Grande Masturbador, está exposto no Reina Sofia. Pintura à óleo sobre tela.
Mulher, Pássado e Estrela, de Miró (1970)
Pintura à óleo sobre tela. Miró foi um pintor catalão também da escola surrealista.
O Museu Reina Sofia tem como foco a arte moderna espanhola, por isso, se você adora Miró, Picaso e Dalí, não deixe de visitar esse museu. É interessante observar que boa parte das obras permanentes, em exposição, são de uma época em que a fotografia já estava consolidada (depois de 1800), por isso, não vemos pinturas em que o artista tem como foco a perfeição da representação humana (como as obras renascentistas que são como fotografias).
Guernica, de Pablo Picasso (1937)
Enorme painel pintado para a Exposição Internacional de Paris, em 1937. Retrata toda a dor de um povo que foi assolado por uma guerra (Guerra Civil Espanhola - 1936-39). Guernica é a cidade que foi destruída por um bombardeio de aviões nazistas sob ordem do general Franco. Em toda a sala de exposição do painel, existem muitos desenhos em que se percebe os estudos de Picaso para a obra final.
O Grande Masturbador, de Salvador Dalí (1929)
Dalí foi um pinto catalão surrealista que compunha imagens bizarras de forma muito harmônica. Uma de suas principais obras, O Grande Masturbador, está exposto no Reina Sofia. Pintura à óleo sobre tela.
Mulher, Pássado e Estrela, de Miró (1970)
Pintura à óleo sobre tela. Miró foi um pintor catalão também da escola surrealista.
Museus de Madrid - Museu Thyssen-Bornemisza
Depois de visitar o Museu Reina Sofia, no nosso terceiro dia em Madrid, fomos visitar o Museu Thyssen-Bornemisza, ainda na parte da manhã. À tarde, visitamos o Museu do Prado. Nesse post, descrevo um pouco das pinturas
mais importantes expostas como acervo permanente do Museu Thyssen-Bornemisza. Esse museu organiza a coleção em ordem cronológica (obras de 1300 a 1980), do Renascimento até a
arte do século XX. Nele, é possível observar o impacto que as
mudanças que ocorreram em cada época geraram nas artes, durante o passar do tempo.
A Virgem com a Criança (1300)
Durante esse época, não era comum os artistas assinarem seu nome em uma obra, por isso, boa parte das pinturas desse período são consideradas de autor desconhecido. Essa pintura em madeira é muito bonita e típica de sua época.
A Praça de São Marcos em Veneza, de Canaletto (1723)
As obras de Canaletto retratam com perfeição a Veneza do século XVIII. É uma pintura a óleo em tela.
Retrato de um Camponês, de Paul Cézanne (1905)
Cezanne é um artista com estilo único.
A Virgem com a Criança (1300)
Durante esse época, não era comum os artistas assinarem seu nome em uma obra, por isso, boa parte das pinturas desse período são consideradas de autor desconhecido. Essa pintura em madeira é muito bonita e típica de sua época.
A Praça de São Marcos em Veneza, de Canaletto (1723)
As obras de Canaletto retratam com perfeição a Veneza do século XVIII. É uma pintura a óleo em tela.
Retrato de um Camponês, de Paul Cézanne (1905)
Cezanne é um artista com estilo único.
Museus de Madrid - Museu do Prado
Madrid possui três museus muito importantes (Museu do Prado, Museu Thyssen-Bornemisza e Museu Reina Sofia) com um acervo incrível de obras reconhecidas em todo o mundo. Nesse post descrevo um pouco das obra-primas mais importantes expostas como acervo permanente do Museu do Prado, visitado no terceiro dia em Madrid, na parte da tarde (depois do almoço).
O Museu do Prado é um dos mais importantes museus do mundo, com um acervo de pinturas maravilhosas. Mesmo que você não goste de museus, faça uma visita rápida e veja as obra-primas de pintores consagrados. O museu oferece um horário de visitação grátis (quarta à sábado das 18h às 20h e domingo das 17h às 20h).
Boa parte das obras-primas expostas no Museu do Prado impressionam pelo domínio da técnica empregada pelos artistas (muitas pinturas são praticamente fotografias). É importante lembrar que qualquer expressão artística (pintura, escultura, música, literatura, etc) reflete o momento em que o artista viveu. No momento em que as pinturas foram feitas (entre os anos 1450 e 1600), ainda não existia a fotografia. Apesar de já contarmos com conhecimentos avançados de ótica desde os tempos de Aristóteles, o uso da "câmara escura" por Leonardo Da Vinci, durante o Renascimento, auxiliou a sensação de realidade no desenho e pintura, porém somente em 1826 temos a primeira fotografia, por Nicéphore Niépce. Por isso, muitas pinturas expostas em grandes museus refletem o dia-a-dia dos reis e rainhas e do alto clero, que encomendavam suas "fotos" (pinturas) a artistas renomados. Se quiser ter mais informações sobre a história da fotografia, veja o site da Kodak.
A seguir listo um conjunto de pinturas que você não pode perder.
A Descida da Cruz, obra-prima de Rogier van der Weyden (1435-40)
As expressões de sofrimento das pessoas, retratadas na pintura, demonstram a maestria com que o artista utilizava sua técnica (observe a borda vermelha dos olhos e as lágrimas). Essa quadro é uma pintura à óleo lindíssima, com cores muito vibrantes (observe o azul do vestido de Maria, mãe de Cristo), impossíveis de serem reproduzidas em papel impresso. Mesmo assim, não consegui deixar de comprar uma cópia na lojinha do museu.
O Jardim das Delícias Terrenas, de Hieronymus Bosch (1500)
Com certeza você perderá (ganhará) muitos minutos observando os diversos detalhes desta obra, uma pintura à óleo sobre madeira muito divertida (preste atenção na visão do artista para as cenas do paraíso, destino de poucos; da vida terrena, onde muitos cometem o pecado da luxúria; e do inferno, destino de muitos). Essa pintura foi grande influência aos artistas surrealistas, mais de 400 anos depois.
As Meninas, de Diego Velázquez (1656)
A percepção que temos ao ver esta obra é de estarmos em frente a uma janela e que essa cena se passa logo em nossa frente e todos nos olham. O quadro é uma pintura à óleo sobre tela que representa a filha do rei Filipe IV, da Espanha, a infanta Margarita e suas damas de honra. Interessante que o pintor se representa, no quadro, à esquerda, pintando uma grande tela. É provável que a tela que Velázquez pinta, dentro da pintura, seja do rei e da rainha, já que pode-se vê-los refletidos no espelho atrás do pintor.
A Anunciação, de Fra Angelico (1426)
Afresco muito bonito do início do Renascimento. As obras do Beato Angelico possuem sempre a temática religiosa.
David Vencendo Golias, de Caravaggio (1600)
A técnica de Caravaggio é extraordinariamente impressionante e suas pinturas demonstram seu domínio sobre a arte do jogo de luzes (sempre se vê um domínio bem destacado entre a luminosidade do claro e a sombra da cena). A obra é uma pintura à óleo sobre tela que representa a vitória de David sobre Golias.
A Santíssima Trindade, de El Greco (1577)
El Greco (Doménikos Theotokópoulos) possuía um estilo bastante próprio e muito diferente do encontrado na época. Suas obras são bastante características e únicas. O quadro é uma pintura à óleo sobre tela. Destacam-se ainda outras obras de El Grecco: O Cavalheiro com a Mão no Peito (1580) e A Adoração dos Pastores (1612).
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