quinta-feira, 29 de março de 2012

Arrumando as Malas

A seguir listo um conjunto de dicas úteis a serem seguidas quando você estiver arrumando as malas para sua próxima viagem.


Talheres
Não se esqueça de levar talheres (faca, garfo e colher), copos plásticos e um abridor de vinho (um canivete suíço é interessante), na bagagem que será despachada. Assim, você consegue comprar alimentos nos mercados (pão, queijo, salada, vinho) e, de vez enquando, fazer um lanche no quarto do hotel, economizando em alimentação e provando os produtos locais.

Roupa de Cama
Se você não abre mão de ficar em hotéis bem localizados, próximos aos locais turísticos, em cidades caras como Nova York, Londres e Paris, e como eu, para não comprometer o orçamento, escolhe hotéis de qualidade duvidosa, não se esqueça de levar roupas de cama (lençol e fronha). Antes de sair do quarto, não se esqueça de guardar sua roupa de cama para não correr o risco da camarera colocar para lavar junto com a roupa de cama do hotel.

Guarda-Chuva
Guarda-chuva em euro ou dólar não é nada legal, a não ser que você queira guardar uma lembrança do local. Uma sombrinha pequena (e/ou capa de chuva) não ocupará um espaço muito grande, na sua mala despachada, e te fará economizar caso chova enquanto você estiver viajando.

Sabonete Líquido
Se os hotéis que você pretende se hospedar não são dos melhores, sugiro levar um sabonete líquido. Alguns hotéis não oferecem sabonetes na quantidade necessária para um bom banho e outros oferecem sabonetes com cheiros/aspectos ruins. Além disso, sabonetes normais fazem muita sujeira e são difíceis de transportar de uma cidade para outra (fazem uma meleca só).

quinta-feira, 22 de março de 2012

Nápoles

Um dos dias da viagem à Roma foi dedicado a conhecer o centro histórico de Nápoles e Pompéia.

Acordamos bem cedo e pegamos um trem, na estação Termini, em direção à Napoles (estação Napoli Centrale). Se você pegar um trem rápido, a viagem dura cerca de 1h30. Decidimos ir primeiro ao sítio arqueológico de Pompéia e depois visitar o centro histórico de Nápoles.

Pompéia
Junto à estação de trem Napoli Centrale fica a estação de metrô Napoli Piazza Garibaldi, de onde você pode pegar um trem, da linha Circumvesuviana, em direção à Sorrento e descer na estação Pompei Scavi Villa Misteri. O sítio arqueológico de Pompéia fica bem próximo à estação de trem.

Pompéia foi uma cidade do Império Romano destruída por uma grande erupção do vulcão Vesúvio, em 79 d.C. Como a cidade ficou enterrada sob as cinzas do vulcão até 1749 e depois foi mantida como sítio arqueológico, é possível andar pelas ruas da vila e ver como eles viviam naquela época. As ruínas de Pompéia foram declaradas Patrimônio Mundial da UNESCO e valem a visita. Como a área é muito grande (44 hectares), você deve planejar sua visita antes de ir para que possa aproveitar o máximo o tempo lá (mapa da vila [1] [2]). Sugiro uma visita de meio dia (manhã ou tarde), com entrada pela Porta Marina (próximo à estação de trem), passando pelas regiões VIII (Basílica e Edifícios de Administração Pública), VII (Templo de Apolo, Fórum, Macellum e Termas do Fórum), VI (Casa do Fauno), VII (Panificadora e Bordel) e I (Teatro Grande, Teatro Pequeno e Templo de Iside).



Centro Histórico de Nápoles
Depois da visita à Pompéia, estávamos exaustos de tanto andar. De qualquer forma, pegamos o trem de volta ao centro de Nápoles e almoçamos na estação de trem.

Ao sair da estação levamos um susto, pois existiam muitos camelôs (africanos com aquelas roupas típicas que parecem vestidos coloridos) vendendo os mais diversos badulaques. Fomos andando em direção à Porta Capuana, onde passa o ônibus City Sightseeing e nosso susto foi maior ao andar em ruas (como a Carriera Grande) com diversos cortiços com roupas penduradas entre os prédios e com muito lixo jogado no chão. Confesso que quase chegamos a desistir de conhecer o centro histórico depois de tamanho susto.


Como o centro histórico de Nápoles é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO e já haviamos comprado o ônibus City Sightseeing Napoli, decidimos continuar. O ônibus demora muito para chegar e acabamos perdendo muito tempo.



quinta-feira, 8 de março de 2012

Vaticano

Um dos dias da viagem à Roma foi dedicado a conhecer a menor nação do mundo, o Vaticano. Como a cidade fica lotada, nos dias de audiência (manhãs de quarta-feira), preferimos visitá-la em um dia e participar da audiência no outro dia.

O Vaticano é a cidade-estado, sede da Igreja Católica, governada pelo bispo de Roma, o Papa (Bento XVI). É considerada Patrimônio Mundial da UNESCO e, além de ser importantíssima para todo católico, é um lugar ótimo para visitar obras muito importantes da Renascência, como a Piettà e a Capela Sistina, de Michelângelo.

Museus do Vaticano
Os museus do Vaticano abrigam uma coleção de obras de arte colecionadas pelos Papas, ao longo dos séculos.

Os tickets para entrada aos Museus do Vaticano, inclusive à Capela Sistina, podem ser comprados com antecedência, pela internet.

Para chegar aos Museus do Vaticano, a partir da estação Termini, basta pegar a Linha A, do metrô, em direção à Battistini, e descer na estação Cipro. A entrada fica na Viale Vaticano, contornando os muros da cidade.




Pinacoteca
A Pinacoteca é uma galeria especial com um acervo incrível de pinturas desde a Idade Média até o século XIX, especialmente da Renascência, com obras de Rafael e Caravaggio.

A transfiguração, de Rafael
Localizado na sala VIII, da Pinacoteca, é considerada a última e uma das mais importantes obras de Rafael.



Pinacoteca, Sala VIII













A Deposição, de Caravaggio
Localizado na sala XII, da Pinacoteca, é uma das principais obras de Caravaggio.


Pinacoteca, Sala XII














Salas de Rafael
As salas (stanze) de Rafael formam um conjunto de 4 aposentos que foram decorados por Rafael, e seus auxiliares, entre o período de 1508 e 1524.

A Escola de Atenas, de Rafael
A principal obra de Rafael, está localizada em uma das salas (Sala da Segnatura). Essa sala foi utilizada pelo Papa, durante muito tempo, como biblioteca, onde ele assinava os decretos da corte eclesiástica. A obra representa a filosofia e possui os maiores expoentes dessa área (Platão e Aristósteles, no centro; Sócrates, à esquerda de verde, Ptolomeu, entre outros).



Capela Sistina
Capela, do Palácio Apostólico, que é a residência oficial do Papa. O teto e a parede do altar foram pintados por Michelangelo, durante cerca de 4 anos. Atualmente é o local onde se realiza o conclave (processo pelo qual um novo Papa é escolhido).

O teto é formado por um conjunto de painéis que retratam as principais histórias do Gênesis, em ordem da entrada ao altar: Deus Separando a Luz das Trevas, Deus Criando o Sol e a Lua, Deus Separando a Terra das Águas, A Criação de Adão, A Criação de Eva, O Pecado Original e a Explusão do Paraíso, O Sacrifício de Noé, O Dilúvio Universal. O painel mais conhecido é A Criação de Adão.



Basílica de São Pedro
Igreja mais importante da religião católica, recebe milhares de visitantes todos os anos. Seu interior é ricamente decorado com esculturas e pinturas, que chamam a atenção pela perfeição, especialmente as esculturas.

Sob o altar da basílica está enterrado São Pedro, um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento, considerado o primeiro Papa. São Pedro, junto com São Paulo, foram os fundadores da igreja católica. Pedro viajou à Roma e evangelizou grande parte da população romana, sendo executado em 64 d.C., durante o reinado do imperador romano Nero. Sua crucificação foi feita de cabeça para baixo, à pedido de Nero, perto do Obelisco do Circo de Nero. Os restos mortais de Pedro foram enterrados fora do Circo, na Colina do Vaticano, com uma pedra vermelha em cima. Alguns anos mais tarde, foi construído um santuário nesse local e, muitos anos depois, a Basílica de São Pedro.

O acesso à Basília de São Pedro é gratuito. É possível subir a cúpula, porém, após uma subida de elevador, é necessário encarar mais 330 degraus. As vistas panorâmicas da cidade são lindas e permitem boas fotos.


A Piettà, de Michelângelo


Audiência Papal
Para chegar à Praça São Pedro, a partir da estação Termini, basta pegar a Linha A, do metrô, em direção à Battistini, e descer na estação Ottaviano - S. Pietro Musei Vaticani.

À noite fomos à igreja Santa Susanna pegar os bilhetes, que havíamos reservado com bastante antecedência, para audiência com o Papa. A igreja é super bonitinha, localizada na Via Venti Settembre, 15 (esquina da Via Venti Settembre e Largo Santa Susanna), e recebe os bilhetes para audiência de quarta-feira. Para conseguir um bilhete, você deve fazer a reserva pelo site da igreja e pegá-los na noite anterior à audiência papal. Aproveitamos para assistir uma missa que estava sendo realizada na igreja Santa Susanna e fizemos uma doação para igreja.


 Outra forma de conseguir bilhetes para a audiência é através do site da Prefeitura da Casa Pontíficia.

Durante o mês de janeiro, as audiências são realizadas no Paul VI Audience Hall, à esquerda da Basília de São Pedro.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Roma

Roma é uma cidade com muitos pontos histórico e turísticos próximos, sendo possível visitá-los à pé. A cada esquina você encontra muita história e ótimas oportunidades de fotos. Nos 5 dias que ficamos nessa encantadora cidade pudemos conhecer boa parte dos pontos turísticos. A seguir detalho o roteiro que fiz com meu marido durante o inverno europeu de 2009.

Dia 1
Chegamos em Roma na madrugada do dia anterior, quando viajamos de Veneza para Roma, em um trem de alta velocidade. A viagem durou cerca de 4 horas e foi bastante cansativa, por isso, desmaiamos na cama ao chegar no hotel.

No primeiro dia, em Roma, saímos para andar pelos arredores do hotel e conhecer as praças e pontos turísticos mais conhecidos (deixamos o Coliseu para outro dia) (veja rota no Google Maps).

Começamos a visita pela belíssima Fontana di Trevi, uma das fontes mais bonitas do mundo. A construção é fabulosa e cheia de turistas, por isso, você terá muita dificuldade para tirar uma foto da fonte inteira, principalmente sem pessoas. Não se esqueça de levar uma moeda para jogar na fonte: se vire de costas para a fonte e jogue a moeda por cima dos ombros. Dizem que seu retorno à Roma é garantido, como ensinado no filme A Fonte dos Desejos (Three Coins in the Fountain)! Como adorei a cidade e quero voltar em outras oportunidades, não deixei de jogar minha moedinha de 1 real (pra sacanear pivetes que caçam as moedas jogadas)!



Depois fomos à Piazza Colonna ver a Coluna de Marco Aurélio, uma enorme coluna (29,5m) com entalhes da carreira militar desse imperador romano. No caminho para o Panteão, passamos por uma praça onde estava sendo gravado um filme de época. Foi muito legal ver aquelas pessoas vestidas com roupas medievais andando pelas ruas de Roma.



O Panteão (Panteão de Agripa) foi construído em 118-125 d.C., sendo a única construção da época greco-romana que se mantém em perfeito estado de conservação nos dias de hoje. A construção conta com um orifício (óculo) no centro do domo que serve como sustentação à estrutura, bem como fornece luz ao ambiente. Outro destaque são as portas de broze que, apesar de serem originais, foram totalmente remodeladas durante o papado de Pio IV (1653). Outro destaque é o singelo túmulo de pedra do pintor renascentista Rafael que está localizado no interior do Panteão. No mesmo estilo das baianas do pelourinho, você encontra diversos homens vestidos de gladiador em frente ao Panteão. Se você quiser tirar uma foto com eles, prepare-se para gastar alguns euros.



Depois fomos à Piazza Navona ver a Fonte dos Quatro Rios (Fontana dei Quattro Fiume). A embaixada brasileira, na Itália, fica no Palazzo Pamphilj, localizado na praça.

Logo após, fomos ao Campo de' Fiori ("campo de flores"). No centro da praça, você vê uma estátua em homenagem à Giordano Bruno, queimado vivo naquele local, durante a Inquisição (1600). Interessante a ironia dos bares locais que possuem diversos fogareiros e nomes que lembram fogueira e foto.



Depois de almoçar uma bela lasanha, pegamos um ônibus em direção ao Estádio Olímpico de Roma, estádio da final da Copa de 1990 (Argentina 0 x 1 Alemanha). Incrível, mas no país que ama o futebol tanto quanto o Brasil, descobrimos que não era possível visitar um estádio de final de Copa!


Dia 2 e 3
No segundo dia em Roma, fomos visitar a cidade do Vaticano e seus pontos turísticos. No terceiro dia fomos à audiência com o Papa (missa). Os detalhes desses dias serão detalhados no próximo post.

Dia 4
No quarto dia em Roma, fomos de manhã à audiência com o Papa e, depois do almoço, fizemos a visita ao Coliseu e aos Foruns Imperias.

Ainda no Brasil, compramos o passeio Private Tour: Imperial Rome Art History Walking Tour, da Viator. Um passeio que, apesar de caro, vale muito à pena. A área em que se encontra o Coliseu e os Fóruns Imperiais é uma área arqueológica muito grande e rica. Você pode fazer um passeio sozinho por toda essa área, mas um guia pode lhe oferecer informações que sozinho você não terá.

Encontramos com nosso guia, um estudante italiano (doutorando em história), no Arco do Constantino, em frente ao Coliseu. Quando reservamos o passeio indicamos que adorávamos artes e esportes e nosso guia veio com muitas informações sobre esses tópicos específicos.


Nosso guia já estava com as entradas compradas e nos levou para à entrada do Coliseu (72 d.C - 80 d.C), conhecido como Anfiteatro Flaviano. Essa construção foi palco de diversão garantida (circo, da política pão e circo), durante a época dos imperadores romanos, especialmente até 523 d.C., quando gladiadores e animais selvagens jogavam o verdadeiro Vale Tudo. A arquitetura do Coliseu serviu de inspiração para construção de diversos estádios. É considerado uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo Moderno e, junto com outras construções de Roma, é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO.


Depois de visitar o Coliseu, fomos ao Monte Palatino, área do Fórum Romano e dos Fóruns Imperiais, localizada em frente ao lado do Coliseu. Com as entradas em mãos, partimos para a entrada do Fórum Romano e tivemos uma aula de história. Como é uma área com construções em ruínas, resultado de diversos terremotos, saques e remodelagens ou construções que ocorreram durante os séculos, é muito difícil enxergar ou mesmo entender o que existia nessa área. Um site legal que monta imagens 3D é o Digital Roman Forum.



Dia 5
No quinto dia em Roma, fomos à Nápole, visitar Pompéia, que será detalhado em um próximo post.

Dia 6
Nesse dia, viajamos de volta à São Paulo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Veneza

Como a estadia na cidade de Veneza é muito cara e vimos, durante o mês de dezembro/08, muitas notícias das enchentes na cidade (fenômeno conhecido como água alta), preferimos fazer uma passagem por Veneza, ao invés de pernoitar na cidade. Hoje me arrependo de não ter ficado mais tempo nessa cidade tão encantadora e fascinante (sugiro 2 dias inteiros).

Ainda em Florença, acordamos bem cedinho e pegamos o trem, na estação, em direção à Veneza. Pegue um trem para a estação Venezia Santa Lucia, que fica no centro histórico de Veneza, pois a outra estação (Mestre) fica longe da área turística e é necessário pegar um ônibus. A viagem de Florença a Veneza é de longa distância (cerca de 3h), mas bastante tranquila.

A cidade é lindíssima e só é possível percorrer o centro histórico à pé (sim, é possível andar pelas ilhas do centro histórico à pé) ou de vaporetto e, claro, gôndola. Considerada Patrimônio Mundial da UNESCO, possui uma riquíssima história e muitas surpresas em cada beco ou ponte.

Compramos um mapa da cidade, na estação de trem e percorremos o centro histórico à pé. Começamos atravessando a Ponte Degli Scalzi e andando pelos becos e pontes das regiões de Santa Croce e Dorsoduro, em direção à Praça São Marcos (apenas duas pontes ligam a região de San Marco: Ponte Dell'Academia e Ponte di Rialto).

Após passar por diversas igrejas e cantinhos de ruas encantadoras, antes de atravessar uma ponte, deixei minha câmera cair no chão. A câmera quase caiu dentro do canal! Se tivesse caído no canal, eu teria perdido todas as fotos da viagem. Peguei a câmera do chão e percebi que a lente havia quebrado e que não era mais possível utilizá-la. Entrei em desespero, pois era um domingo e não tinha nenhuma loja aberta para que eu pudesse comprar uma câmera nova. Além disso, o celular que levamos era muito ruim e não tirava fotos com qualidade. Meu marido me confortou e continuamos andando até a Praça São Marcos. Sem a câmera, aproveitamos para registrar em nossa memória cada cantinho de Veneza.

Na Praça São Marcos, ficamos encantados com a beleza da basílica e do campanário (torre). Meu marido, muito espertamente, viu um camelô vendendo câmeras descartáveis (de filme) e comprou uma. Quem viveu a era das fotos de filme sabe que só se deve tirar fotos muito bem pensadas e com muito cuidado. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem, sem a pressão de registrar aquele momento.

Aproveitamos todo o dia em Veneza e, no início da noite, pegamos um trem de alta velocidade para Roma, estação Termini. A viagem dura cerca de 4 horas e é bastante cansativa. Chegamos em Roma quase madrugada e, muito cansados, pegamos um táxi direto para o hotel.
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